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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Alternativas para os testes em animais


A Comissão Europeia está seriamente decidida a buscar alternativas para o teste em animais na indústria de cosméticos.  Não é difícil imaginar que se forem encontradas alternativas para experimentação animal para cosméticos o passo seguinte será a proibição, ou grande restrição, para o uso de animais na ciência. Devemos buscar alternativas que nos darão alguns anos de possibilidade de continuar nesta área, até que os defensores dos direitos da células comecem a pedir o banimento dos experimentos em células in vitro
Conheça mais sobre a iniciativa da EC no site:
This FP7 Research Initiative was created through a call for proposals by the European Commission that was published in June 2009. The Cosmetics Europe industry offered to match the European Commission’s funds to make a total of EUR 50 million available to try to fill current gaps in scientific knowledge and accelerate the development of non-animal test methods. The Research Initiative focuses on the complex area of repeated dose toxicity.
The Research Initiative is a first step to addressing the long term strategic target of "Safety Evaluation Ultimately Replacing Animal Testing (SEURAT)". It is called "SEURAT-1", indicating that more steps have to be taken before the final goal will be reached. SEURAT-1 will develop knowledge and technology building blocks required for the development of solutions for the replacement of current repeated dose systemic toxicity testing in vivo used for the assessment of human safety.
The goal of the 5-year SEURAT-1 Research Initiative is to develop a consistent research strategy ready for implementation in following research programmes. This includes establishing innovative scientific tools for better understanding of repeated dose toxicity based on in vitro tests, and identifies gaps of knowledge to be bridged by future research work. The end result would be testing methods which, within the framework of safety assessment, have a higher predictive value, are faster and cheaper than those currently used, and significantly reduce the use of animal tests.
The objectives of the SEURAT-1 Research Initiative are
  1. to produce and use human-based, stable cell lineages based on stem cell differentiation
  2. to consider modulations in toxicological pathways through cell-cell interactions by means of artificial, organotypic cell systems
  3. to assess epigenetic effects in vitro
  4. to explore biomarkers for the respective toxicological pathways
  5. to convert in vitro results into in vivo predictions
  6. to develop prediction models based on mechanistic process understanding for future safety evaluation of chemicals in silico
Consulte as publicações do SEURAT-1 (aqui).
Um post recente do SciDev Net “Realistic alternatives to animal testing are feasible, but not so simple” trata deste assunto e traz informações e reflexões importantes:
“SEURAT’s  database of properties of 40,000 chemicals will help in computational modelling and prediction of safety levels of chemicals. From 1 Jan 2013, the EC will make it mandatory for scientists conducting animal tests to first  prove that they first searched the databases for alternate testing.
Scientists are hunting for alternatives to animal testing. Photo: Flickr.com
So far, so good. But there are problems still to be solved, an ESOF session heard.
For one, there are similar chemicals with almost similar properties and mechanisms of action, some of which are toxic and other are not. So do scientists need to test all the similar chemicals of interest in a particular toxicity or allergy test?”
Veja o post completo (aqui).

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Renato Cordeiro é escolhido para coordenação do Concea

Do JC online:

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, anunciou nesta quarta-feira, 24 de fevereiro, o nome do coordenador do Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (Concea).

Renato Sérgio Balão Cordeiro, representante da Academia Brasileira de Ciências (ABC) no conselho, já preside reuniões do Concea em Brasília, nesta quinta e sexta-feira. Sua nomeação está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, dia 25.

O ministro Rezende conversou com o coordenador do Conselho e destacou os desafios que Cordeiro enfrentará. "O Renato [Cordeiro] terá muito trabalho para regulamentar a experimentação com uso de animais. Desejo uma boa sorte a ele", disse o ministro. Cordeiro participou ativamente do processo de tramitação do Projeto de Lei que criou o Conselho.

"Foram 13 anos de muito trabalho para aprovar no Congresso Nacional. Agora o nosso desafio é regulamentar e esclarecer à sociedade que a experimentação com animais é feita com muita ética e de uma forma bastante criteriosa visando sempre o bem estar da sociedade", destacou.

Até esta sexta, dia 26, serão aprovados o calendário anual de reuniões e definidos o regimento interno, os relatores e as Câmaras Temporárias para Elaboração de Normas do Concea.

Instalado em dezembro de 2009, o Concea reúne 28 representantes (entre titulares e suplentes) de ministérios, da comunidade científica e de sociedades protetoras dos animais legalmente estabelecidas no país. Entre as atribuições do grupo, está a função de credenciar instituições que utilizam animais em atividades de ensino e pesquisa científica, além de estabelecer normas, monitorar e avaliar técnicas alternativas e testes experimentais.

O Concea é órgão integrante do MCT e funciona como instância colegiada multidisciplinar de caráter normativo, consultivo, deliberativo e recursal. A criação do conselho atende à determinação da Lei 11.794. Após tramitar por 13 anos no Congresso Nacional, a Lei Arouca, como é conhecida, foi sancionada pelo Presidente da República em 2008 e regulamentada por Decreto em 16 de julho último.

Trajetória

Cordeiro é formado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado da Guanabara (UEG). Tem doutorado em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP). O coordenador do Concea fez ainda pós-doutorado na Unité de Pharmacologie Cellulaire do Institut Pasteur, em Paris, na França.

Sua atuação profissional inclui a presidência da Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE), de 1990 a 1993. Cordeiro foi também vice-presidente de Pesquisa e Ensino da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de 1997-2001 e diretor do Instituto Oswaldo Cruz, entre 2001 e 2005.

Hoje o pesquisador é membro titular da ABC e da Academia de Ciências da America Latina (Acal), consultor do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e da Comissão Intersetorial de Ciência e Tecnologia (CICT) do Conselho Nacional de Saúde.
(Assessoria de Comunicação do MCT)