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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O que é um doutorado?

Diego Wilke enviou uma das melhores explicações dadas sobre o que é um Doutorado.

The illustrated guide to a Ph.D.

feito por Matt Might



Sempre que as aulas começam, eu explico para uma nova fornada de estudantes atrás de um título de doutorado o que isso realmente significa.
É difícil de explicar em palavras, então eu uso desenhos para me ajudar.
Imagine um círculo que contém todo o conhecimento humano:
Quando você completa o ensino básico, você sabe um pouco:
Quando você completa o ensino médio, sabe um pouquinho mais:
Com uma graduação no ensino superior, você sabe um pouco mais e ganha uma especialização:
Um mestrado te aprofunda naquela especialização:
Ler e estudar teses te leva cada vez mais em direção ao limite do conhecimento humano naquela área:
Quando você chega lá, você se foca:
Você tenta ultrapassar os limites por alguns anos:
Até que um dia os limites cedem:
Este pequeno calombinho de conhecimento que ultrapassou os limites é chamado de doutorado (Ph.D.):
Agora, é claro, o seu foco no mundo é diferente:
Mas não esqueça da dimensão das coisas:
Continue ultrapassando os limites.
Matt Might é professor de Ciências da Computação na Universidade de Utah (EUA). Ele completou seu calombo na Georgia Tech em 2007 e agora ajuda seus próprios estudantes a completarem os seus. Ele twitta em @mattmight e tem um blog em blog.might.net.
A versão em português está em Gizmodo Brasil

quinta-feira, 4 de março de 2010

Um cientista precisa mesmo de doutorado?

Até o momento parecia óbvio que o modelo ocidental de formação científica era o ideal, o que inclui o doutorado e com freqüência o pós-doutorado.
Os japoneses já não seguiam o modelo de forma completa, o que certa forma constitui o modelo das "universidades de empresas" e agora os chineses adotam formas muito mais livres.
Na Nature este assunto é comentado hoje:
"Perhaps the most extreme example of this approach is at the BGI in Shenzen, China — the genomic-sequencing juggernaut formerly known as the Beijing Genomics Institute (see page 22). Some 500 Chinese university students have already signed up to join the BGI after they graduate this summer. There they will help to piece together DNA data from an expanding set of sequences for microbes, plants and animals. The students will join a cohort of young bioinformaticians who get their data from the most advanced sequencing equipment, process them on what will soon be one of the world's fastest computers, collaborate with international leaders of their respective fields, publish — as first authors — in premier international journals, attend conferences and accept interviews."  Editorial completo.
É imperioso pensar sobre o nosso modelo de formação científica. Ainda adicionamos o nível de Mestrado ao já longo modelo americano. Outro aspecto a refletir, também alongado em relação ao modelo americano, é a exigência de doutorado para os médicos. Não há formas mais eficientes de formação de pesquisadores médicos?