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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Synthetic double-stranded RNA induces innate immune responses similar to a live viral vaccine in humans

Post de Marcia Weber Carneiro


ResearchBlogging.org
Os adjuvantes são críticos para o sucesso de uma vacina. Eles funcionam potencializando a resposta imune através do estimulo do sistema imune inato. Os agonistas de receptores de reconhecimento de padrões microbianos (PRRs) são candidatos promissores a adjuvante em seres humanos. O RNA de fita dupla sintética e a poli-L-lisina (poly ICLC), que mimetiza o RNA de fita dupla, disponíveis para investigação em seres humanos, são adjuvantes de vacinas já testados em animais, com bons resultados. O RNA de fita dupla é um padrão molecular associado à patógenos que ativa o sistema imune. Seu análogo, o poly ICLC, é reconhecido pela MDA-5 helicase RNA citosólico e pelo TLR3 endossomal. Eles induzem IFN-y do tipo I sistêmico.
Além da necessidade de se encontrar um bom adjuvante, é preciso compreender os mecanismos de ação do mesmo. Um dos métodos que vem sendo bastante utilizado é a biologia de sistemas, que permite uma análise global do efeito de uma vacina no indivíduo. Assim, no presente trabalho, os autores buscaram estudar a resposta imune inata em humanos ao RNA de fita dupla sintética estabilizada poly ICLC. Para isso, eles administraram o adjuvante por via subcutânea em oito voluntários saudáveis e avaliaram a expressão gênica de amostras de sangue periférico destes indivíduos através do software Ingenuity.
Primeiramente, eles demonstraram que esta vacina induz o sistema imune inato, regulando vários genes relacionados ao IFN. Os genes associados ao TLR, IRGs e fatores de transcrição como IRF7 e IRF5 foram regulados positivamente, todos resultando na resposta do IFN através da ativação do STAT1, STAT2 e STAT3. A via do inflamossoma também foi regulada positivamente, como o IL1β. Eles também compararam esta vacina com da febre amarela (YF17D) e observaram que vários caminhos do sistema imune inato foram induzidos de maneira similar.
Com isso, os autores concluem que um agonista PRR de poly ICLC é confiável e capaz de mimetizar um micróbio para induzir uma resposta imune inata em humanos.

Caskey, M., Lefebvre, F., Filali-Mouhim, A., Cameron, M., Goulet, J., Haddad, E., Breton, G., Trumpfheller, C., Pollak, S., Shimeliovich, I., Duque-Alarcon, A., Pan, L., Nelkenbaum, A., Salazar, A., Schlesinger, S., Steinman, R., & Sekaly, R. (2011). Synthetic double-stranded RNA induces innate immune responses similar to a live viral vaccine in humans Journal of Experimental Medicine, 208 (12), 2357-2366 DOI: 10.1084/jem.20111171

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Innate immunity, inflammation and adjuvants: curso/ simpósio internacional

Post de Claudia Brodskyn

Dra. Maria Bellio, Professora do IMPPG da UFRJ coordenou no período de 06 a 09/05 este curso/simpósio sobre imunidade inata, inflamação e adjuvantes. Participaram os alunos de Pós-graduação, sendo a maioria do Rio de Janeiro, mas também estavam presentes estudantes de alguns outros Estados, como a Bahia. Deboracy Prates, Jaqueline França e Sarah Falcão (LIMI e LIP) participaram do curso, o que significa que estávamos muito bem representados. Maria proporcionou um encontro muito produtivo e agradável, porque além do conteúdo científico de excelente qualidade, foi uma grande oportunidade para rever alguns amigos e conhecer outros.

Dentro dos temas principais foram discutidos vários aspectos relevantes e atuais, como sepse, receptores TLR e NLR, asma e alergia, neutrófilos em tripanosomatídeos, imunidade inata, imunomodulação e finalmente vacinas. Estiveram presentes vários professores do Rio de Janeiro, como Cláudia Benjamin, Christina Borja Fidalgo, Julio Scharfstein, George A. DosReis, Marcelo Bozza, Patrícia Bozza, Adriana Bonomo, Chrisitianne Bandeira-Melo, além de Dario Zamboni, Fernando Cunha e João Santana de Ribeirão Preto, Maurício, Rodrigues da UNIFESP, e eu aqui de Salvador. Houve também a participação de pesquisadores estrangeiros como Peter Tobias (The Scripps Institue, Califórnia) que mostrou resultados sobre inflamação na arterioesclerose, onde ocorre o envolvimento de TLR2 na formação da placa. Fabio Re, da Universidade do Tennessee, em Memphis, nos mostrou uma revisão e dados recentes sobre adjuvantes necrose e ativação do inflamassoma NLRP3. Thomas Mitchell da Universidade de Louisville, Kentuchy, mostrou a ação do adjuvante monophosphoryl A ea sinalização via TLR4.

Durante a realização do curso, tive oportunidade de conversar com Maria e propus a ela realizarmos este tipo de curso anualmente, porém, em diferentes Estados. Assim, estamos programando a possibilidade da realização deste curso o ano que vem (2010) em Salvador. Desta forma, nossos alunos poderiam participar e conversar com estes professores e pesquisadores, possibilitando maior troca de informações e idéias. Anotem nas agendas!!!


Ilustração.