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sexta-feira, 12 de abril de 2013

CNPq prepara ‘Portal do Emprego’ para recém-formados


Herton Escobar / O Estado de S. Paulo
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) deve lançar nos próximos dias um projeto chamado Portal do Emprego, que funcionará como uma interface digital entre recém-formados da academia e o setor privado. O anúncio foi adiantado hoje pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, em evento na sede da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que teve também a participação do presidente do CNPq, Glaucius Oliva.
“A ideia é aproximar a oferta e a demanda por mão de obra qualificada na área”, afirmou Raupp. “Temos de criar oportunidades para receber e ocupar esses jovens que estão fazendo pós-graduação, tanto no Brasil quanto fora do País”, declarou o ministro, fazendo uma referência especial aos bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras.
Segundo Oliva – que preferiu não adiantar muitos detalhes do programa antes do anúncio oficial –, o portal vai listar oportunidades de emprego disponíveis em empresas parceiras do programa (serão cerca de 30, inicialmente) e os alunos cadastrados poderão receber mensagens de alerta quando uma vaga na sua área de pesquisa aparecer. Haverá também um ambiente de chat para que os recém-formados conversem diretamente com representantes das empresas.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Mulheres bolsistas de produtividade em pesquisa conquistam direito


Em homenagem (atrasada) ao Dia Internacional da Mulher, comemorado dia 8/3/12, divulgo essa notícias TOTALMENTE SENSACIONAL que li agora, no site do CNPq 
As bolsistas de Produtividade em Pesquisa (PQ) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) recentemente ganharam o direito a um ano adicional quando tiverem filhos. Com a medida, o CNPq assegura condições mínimas para que as mães bolsistas não interrompam suas pesquisas e atende demanda das pesquisadoras e de grupos envolvidos no aumento da participação das mulheres nas ciências.
As bolsas concedidas pelo CNPq são um dos principais instrumentos de formação de recursos humanos e apoio à pesquisa na carreira de pesquisadores e não se caracterizam como vínculo empregatício, no qual inclui a licença maternidade remunerada de 120 dias como um benefício previdenciário, garantido na Constituição Brasileira.
No entanto, as mulheres bolsistas PQ estavam enfrentando prejuízos quando o parto ocorria dentro do período de concessão e tinham que diminuir ou interromper as atividades científicas, já que nesta modalidade a bolsa tem vigência de 3 ou 5 anos, sendo concedida ou prorrogada mediante avaliação da produção científica feita por comitês assessores. A medida que agora abrange essas pesquisadoras, já estava implantada para as bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado.
Para a pesquisadora Márcia Barbosa, professora titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, bolsista de Produtividade em Pesquisa e presidente do Comitê Assessor de Física do CNPq, uma das barreiras que as mulheres cientistas enfrentam é conciliar carreira e maternidade. "Este ano adicional que o CNPq concede permitirá que as pesquisadoras recuperem o período menos produtivo em termos de artigos e possam continuar a carreira, ou seja, dá uma solução de continuidade. Tenho certeza que permitirá que fiquem no sistema pesquisadoras extremamente talentosas que darão contribuições fundamentais à ciência brasileira", ressalta Márcia Barbosa, que também defendeu e encaminhou formalmente ao CNPq o pedido de prorrogação da bolsa PQ.

Em nome das colegas cientistas, agradeço a política afimartiva!


segunda-feira, 25 de junho de 2012

CNPq divulga diretrizes básicas para integridade na atividade científica


Confira abaixo as diretrizes básicas para a integridade na atividade científica:
  1. O autor deve sempre dar crédito a todas as fontes que fundamentam diretamente seu trabalho.
  2. Toda citação in verbis de outro autor deve ser colocada entre aspas.
  3. Quando se resume um texto alheio, o autor deve procurar reproduzir o significado exato das idéias ou fatos apresentados pelo autor original, que deve ser citado.
  4. Quando em dúvida se um conceito ou fato é de conhecimento comum, não se deve deixar de fazer as citações adequadas.
  5. Quando se submete um manuscrito para publicação contendo informações, conclusões ou dados que já foram disseminados de forma significativa (p.ex. apresentado em conferência, divulgado na internet), o autor deve indicar claramente aos editores e leitores a existência da divulgação prévia da informação.
  6. Se os resultados de um estudo único complexo podem ser apresentados como um todo coesivo, não é considerado ético que eles sejam fragmentados em manuscritos individuais.
  7. Para evitar qualquer caracterização de autoplágio, o uso de textos e trabalhos anteriores do próprio autor deve ser assinalado, com as devidas referências e citações.
  8. O autor deve assegurar-se da correção de cada citação e que cada citação na bibliografia corresponda a uma citação no texto do manuscrito. O autor deve dar crédito também aos autores que primeiro relataram a observação ou ideia que está sendo apresentada.
  9. Quando estiver descrevendo o trabalho de outros, o autor não deve confiar em resumo secundário desse trabalho, o que pode levar a uma descrição falha do trabalho citado. Sempre que possível consultar a literatura original.
  10. Se um autor tiver necessidade de citar uma fonte secundária (p.ex. uma revisão) para descrever o conteúdo de uma fonte primária (p. ex. um artigo empírico de um periódico), ele deve certificar-se da sua correção e sempre indicar a fonte original da informação que está sendo relatada.
  11. A inclusão intencional de referências de relevância questionável com a finalidade de manipular fatores de impacto ou aumentar a probabilidade de aceitação do manuscrito é prática eticamente inaceitável.
  12. Quando for necessário utilizar informações de outra fonte, o autor deve escrever de tal modo que fique claro aos leitores quais ideias são suas e quais são oriundas das fontes consultadas.
  13. O autor tem a responsabilidade ética de relatar evidências que contrariem seu ponto de vista, sempre que existirem. Ademais, as evidências usadas em apoio a suas posições devem ser metodologicamente sólidas. Quando for necessário recorrer a estudos que apresentem deficiências metodológicas, estatísticas ou outras, tais defeitos devem ser claramente apontados aos leitores.
  14. O autor tem a obrigação ética de relatar todos os aspectos do estudo que possam ser importantes para a reprodutibilidade independente de sua pesquisa.
  15. Qualquer alteração dos resultados iniciais obtidos, como a eliminação de discrepâncias ou o uso de métodos estatísticos alternativos, deve ser claramente descrita junto com uma justificativa racional para o emprego de tais procedimentos.
  16. A inclusão de autores no manuscrito deve ser discutida antes de começar a colaboração e deve se fundamentar em orientações já estabelecidas, tais como as do International Committee of Medical Journal Editors.
  17. Somente as pessoas que emprestaram contribuição significativa ao trabalho merecem autoria em um manuscrito. Por contribuição significativa entende-se realização de experimentos, participação na elaboração do planejamento experimental, análise de resultados ou elaboração do corpo do manuscrito. Empréstimo de equipamentos, obtenção de financiamento ou supervisão geral, por si só não justificam a inclusão de novos autores, que devem ser objeto de agradecimento.
  18. A colaboração entre docentes e estudantes deve seguir os mesmos critérios. Os supervisores devem cuidar para que não se incluam na autoria estudantes com pequena ou nenhuma contribuição nem excluir aqueles que efetivamente participaram do trabalho.  Autoria fantasma em Ciência é eticamente inaceitável.
  19. Todos os autores de um trabalho são responsáveis pela veracidade e idoneidade do trabalho, cabendo ao primeiro autor e ao autor correspondente responsabilidade integral, e aos demais autores responsabilidade pelas suas contribuições individuais.
  20. Os autores devem ser capazes de descrever, quando solicitados, a sua contribuição pessoal ao trabalho.
  21. Todo trabalho de pesquisa deve ser conduzido dentro de padrões éticos na sua execução, seja com animais ou com seres humanos.
Texto no portal do CNPq (aqui).
Imagem vista aqui.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

CNPq propõe conjunto de diretrizes éticas para pesquisa

Enviado por e-mail por Relações Públicas RedeTB

ENSP, dia 05/10/2011
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) definiu um conjunto de diretrizes para promover a ética na publicação de pesquisas científicas e estabelecer parâmetros para investigar eventuais condutas reprováveis. O documento com as diretrizes já está pronto, mas ainda não foi divulgado. No entanto, o coordenador da comissão responsável pelo texto, Paulo Sérgio Beirão, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), enumerou ao jornal O Estado de São Paulo os principais pontos da iniciativa.

Segundo Beirão, o CNPq constituirá uma comissão permanente para difundir informações sobre pesquisa ética, principalmente sob o ponto de vista da publicação científica. O mesmo grupo analisará as denúncias que chegam ao órgão.

O texto proposto pela comissão tipifica quatro condutas ilícitas. Por um lado, a falsificação e a fabricação de resultados. Por outro, o plágio e o autoplágio - definido como a republicação de resultados científicos já divulgados como se fossem novos, sem explicitar a publicação prévia. Também condena a inclusão de autores que só emprestaram equipamentos ou dinheiro, sem colaborar intelectualmente com o artigo científico.

As novas regras preveem que as denúncias de infrações serão submetidas a um juízo prévio da comissão permanente do CNPq. Se forem julgadas verossímeis, o órgão criará uma comissão extraordinária de especialistas para analisar o caso. "A investigação não caberá à instituição onde o cientista trabalha", explica Beirão. "Queremos garantir a imparcialidade."

As punições para os delitos mais graves incluem a suspensão de bolsas e, eventualmente, a exigência de devolução do dinheiro investido pelo CNPq na pesquisa. "Não podemos demitir ninguém. Somos uma agência de fomento: o máximo que conseguimos fazer é cortar a linha de financiamento", aponta o pesquisador da UFMG.

A comissão foi criada em maio, depois de uma denúncia de fraude que envolveu pesquisadores da Unicamp.

Fonte: Jornal da Ciência

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Uma análise da LeishVacina em 2010. Apresentação de Aldina na reunião do CYTED.

Na semana passada, ocorreu em Cacun uma reunião do Programa CYTED. Aldina apresentou os resultados obtidos no período de 2007 a 2010 pela LeishVacina.


Todos os objetivos foram cumpridos e a rede gerou bastante interação entre os participantes.
Como indicado na apresentação, ainda há duas ações a ocorrer e uma delas (um worshop de padronização de sorologia para leishmaniose utilizando antígenos recombinantes) se inicia hoje.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Projetos para promover a integração entre a indústria e o SUS terão R$ 10 milhões

Linhas:
Segmento Farmacêutico: Destinação Terapêutica ou Rota de Produção de Medicamento e/ou Fármaco; 
Segmento de Dispositivos médicos e Dispositivos em geral de apoio a saúde.


Prazo:
8 de novembro


Texto na página do CNPq:

"A intenção é selecionar projetos de pesquisa científica e tecnológica para a realização de pesquisa clínica com produtos estratégicos que propiciem maior integração entre a indústria nacional e o Sistema Único de Saúde (SUS). O Edital é uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia e o CNPq em parceria com o Ministério da Saúde. 
"Com o lançamento desse edital espera-se promover vínculo entre a indústria nacional e centros de pesquisa brasileiros, no intuito de desenvolver pesquisa clínica com potencial de inovação no setor da saúde, objetivando também a redução da dependência brasileira por insumos estratégicos em saúde oriundos de indústrias estrangeiras", afirma a gestora do Edital, Sara Campos.
O Edital apoiará duas linhas de pesquisa. A primeira abrange o Segmento Farmacêutico que visa a Destinação Terapêutica ou Rota de Produção de Medicamento e/ou Fármaco; e a segunda linha, projetos de pesquisa no Segmento de Dispositivos médicos e Dispositivos em geral de apoio a saúde.
As propostas aprovadas serão financiadas no valor estimado de R$ 10 milhões, sendo R$ 5 milhões oriundos do Fundo Nacional de Saúde/Decit/SCTIE/MS, e R$ 5 milhões do FNDCT/Fundos Setoriais. Serão priorizados projetos de hospitais de ensino pertencentes à Rede Nacional de Pesquisa Clínica ou dos Centros de Referência do SUS (RNPC). Os projetos devem ter seu prazo máximo de execução estabelecido em 24 meses.
As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente via Internet, por intermédio doFormulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas, até o dia 8 de novembro.
Acesse na íntegra o Edital: http://www.cnpq.br/editais/ct/2010/067.htm
Assessoria de Comunicação Social do CNPq
comunicacao@cnpq.br
(61) 2108-9414" 

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Agencias permitem acumulação de bolsa e atividades remuneradas

A CAPES e o CNPq emitiram a Portaria Conjunta nº 1, em 22 de julho, permitindo o acúmulo de bolsas com atividades remuneradas. A nota (Portaria CNPq/Capes autoriza acúmulo de bolsa com atividade remunerada) emitida no site do CNPq esclarece que é vedado o acúmulo com bolsas provenientes de agências públicas de fomento. Além disto é necessária a concordância do orientador e este dado deve ser registrado no Cadastro de Discentes da CAPES.

Por tratar-se de medida nova, a portaria gerou dúvidas sobre como aplicá-la, pelo que o Prof. Jorge Guimarães, Presidente da CAPES, fez vários esclarecimentos no site da CAPES (Entrevista esclarece dúvidas sobre acúmulo de bolsas e atividades remuneradas), publicada por Assessoria de Imprensa da Capes (22/07/2010). O texto completo da entrevista pode ser visto no site da CAPES e abaixo colocamos alguns aspectos:

1. O que motivou a Capes e o CNPq a mudar a orientação sobre acúmulo de bolsa com atividade remunerada?
ao longo dos anos, muitas exceções foram sendo feitas, em função de razões que justificavam uma situação de permissão de estudante de pós-graduação com vínculo empregatício de terem a bolsa. Por exemplo, por deslocamento para uma distância muito grande.... Outra excepcionalidade: estudantes, que por alguma razão têm possibilidade de atuar como professor numa universidade privada ou pública, ou no ensino médio, e teriam que abrir mão da bolsa para conseguir um vínculo empregatício formal, com carteira assinada. Com esta portaria, esse acúmulo será possibilitado. Isso é bom para todo o sistema e para as instituições que têm regras para ter um número mínimo de docentes com titulação, e para os estudantes...

2. Qual a expectativa da Capes com a possibilidade do bolsista ter atividade remunerada?
Nosso principal alvo são as áreas tecnológicas, sobretudo as engenharias e a computação, uma parte da saúde, para áreas de serviços de saúde, e, sobretudo, a educação, especialmente a educação básica, embora, a portaria permita o acúmulo aos estudantes de todas as áreas, desde que a atividade remunerada seja na área de formação.

3. Com a portaria todos os bolsistas poderão ter vínculo empregatício?
Poderão. Todos os bolsistas poderão ter vínculo empregatício desde que atendidas as exigências que estão na portaria, ou seja, autorização do orientador, além de atender ao item que trata de assinalar essa condição no Cadastro de Discente e que, naturalmente, não afete o desempenho do aluno e seja uma área compatível com a sua formação. Por exemplo, se uma pessoa está fazendo um mestrado ou doutorado em licenciatura em ciências, ou filosofia, ou língua portuguesa, ou em matemática, que a sua vinculação profissional seja relativa à área de estudo. Esta é uma exigência da portaria

5. E se o orientador permitir e a coordenação do curso ou a instituição não permitir, a quem caberá a decisão final?
A instituição poderá decidir isso. Ela tem autonomia para decidir. Mas nós não gostaríamos que (essa decisão) fosse uniforme, ou dentro do curso como um todo, ou dentro da instituição como um todo.
...

10. O fato de a pessoa possuir vínculo pode ser utilizado no critério de seleção para bolsas?
Não. Não pode e nem deve. A seleção é por mérito. O que vale na seleção é o mérito do candidato.

11. As pessoas que tiveram a possibilidade de ter bolsa e abriram mão por terem vínculo, com a nova portaria, poderão reivindicar a bolsa?
Não. Isso não está previsto, porque, como eu disse, isso é para o futuro. Este caso cairia naquela regra de que todos poderão ter bolsa e não há essa perspectiva no sistema. Mas se o curso tiver quota de bolsa não utilizada, poderá concedê-la nesse caso.

12. Alunos de programas como Demanda Social, que há regulamento específico no qual impede o acúmulo de bolsa, poderão ser contemplados com a nova portaria?

Sim. Preferencialmente os futuros e, eventualmente, algum que estava em alguma situação particular, como afastamento sem remuneração e com bolsa. Mesmo assim, serão poucos casos e será necessária a autorização do orientador. Este é um projeto mais voltado para os futuros bolsistas.”

Como resultado da aplicação da portaria, é de se esperar um aumento importante de solicitações de bolsas em diversos cursos de áreas em que há oferta de empregos para pessoal sem titulação de pós-graduação. O fato de várias universidades admitirem mestres como docentes provavelmente também representará uma maior demanda por bolsas de doutorado. Considerando que a concessão de bolsas pelas agências públicas não crescerá na mesma proporção, haverá uma maior pressão sobre as comissões de bolsas nos programas de pós-graduação. Os critérios a serem adotados devem ser repensados, discutidos amplamente com o corpo discente e docente dos cursos para reduzir a tensão prevista.

Foto do Prof. Jorge Guimarães do site da CAPES.

sábado, 24 de julho de 2010

8º Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica




Até o dia 13 de agosto de 2010, encontram-se abertas as inscrições para o 8º Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica. A ficha de inscrição e demais informações podem ser obtidas no endereço: http://www.cnpq.br/premios/2010/ic/index.html

Solicitamos que as coordenações do PIBIC façam uma pré-análise e seleção de toda documentação dos candidatos de sua unidade e encaminhe a indicação de 1 bolsista de cada área descrita no regulamento do evento à COPIBIC, até o dia 18 de agosto de 2010.

A premiação  para a categoria Bolsista de Iniciação Científica do CNPq corresponderá:

a) quantia em espécie, para os três primeiros colocados de cada grande área do conhecimento;
b) bolsa de Mestrado para o primeiro colocado de cada grande área do conhecimento;
c) passagem e hospedagem para permitir a participação dos agraciados na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência  (SBPC).     

Podem participar os bolsistas do CNPq com pelo menos 12 meses de bolsa, que foram renovados e que não encerrarão suas bolsas em 2010. Os participantes devem encaminhar à coordenação do PIBIC da unidade os seguintes documentos:

a)ficha de inscrição preenchida;
b)   relatório final, com um máximo de 20 páginas (tamanho A4, corpo 12), relativo ao período JUL/2009 a JUL/2010, contendo, na folha de rosto, o nome da instituição, título do trabalho, nome do bolsista, data de ingresso como bolsista do CNPq, nome do orientador, título do projeto de pesquisa do orientador ao qual está vinculado, nome do curso, período que está cursando e se é bolsista de renovação;
c)resumo do relatório final, em no máximo uma página;
d)histórico escolar;
e)carta de recomendação do orientador sobre o perfil e atuação do bolsista; e
f)currículo atualizado na Plataforma Lattes.


OBSERVAÇÃO: Não poderão se candidatar os bolsistas que encerraram suas bolsas em 2010 ou ex-bolsistas de IC do CNPq, de anos anteriores.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Plataforma Lattes do CNPq elogiada na Nature



O artigo Let's make science metrics more scientific da Nature, de 25 de março, ressalta o esforço do Brasil em aperfeiçoar a avaliação de desempenho em ciência citando a Plataforma Lattes:
"The Brazilian experience with the Lattes Database (http://lattes.cnpq.br/english) is a powerful example of good practice. This provides high-quality data on about 1.6 million researchers and about 4,000 institutions. Brazil's national funding agency recognized in the late 1990s that it needed a new approach to assessing the credentials of researchers. First, it developed a 'virtual community' of federal agencies and researchers to design and develop the Lattes infrastructure. Second, it created appropriate incentives for researchers and academic institutions to use the database: the data are referred to by the federal agency when making funding decisions, and by universities in deciding tenure and promotion. Third, it established a unique researcher identification system to ensure that people with similar names are credited correctly. The result is one of the cleanest researcher databases in existence."
Ilustração do artigo da Nature

sexta-feira, 12 de março de 2010

Novo Edital do RENORBIO


O Programa RENORBIO visa estabelecer e estimular profissionais com competência em Biotecnologia e áreas afins para executar projetos de pesquisa e inovação de importância para o desenvolvimento da região Nordeste. Neste sentido, o programa se propõe a resolver os principais problemas do semi-árido com a melhor ciência disponível mundialmente. E tais avanços não podem prescindir da Biotecnologia, ramo da biociência relativamente jovem, cujo pleno desenvolvimento depende da elucidação dos principais dogmas da biologia, os quais exigem alta competência e excelência.
Este Edital busca apoiar projetos inovadores, reunindo instituições integradas em rede, no âmbito do Programa RENORBIO, com o intuito de melhorar a qualidade de vida de sua população nordestina, utilizando os avanços da biotecnociência para reduzir a fome e minimizar graves problemas de saúde pública, em particular os relacionados com a mortalidade infantil.
As propostas devem favorecer a geração de bioprodutos ou bioprocessos destinados a: industria de alimentos, com utilização de frutos tropicais do nordeste e crustáceos; biorremediação do meio ambiente;na agropecuária, abarcando a reprodução animal; sanidade animal e vegetal; melhoramento genético animal ou vegetal; indústria farmacêutica; ou identificação de agentes profiláticos e doenças tropicais,como câncer (biomarcadores); dengue; raiva, leishmaniose; Aftosa, tuberculose, linfadenite caseosa e outras doenças parasitárias e infecciosas; testes diagnósticos; e propriedade intelectual.
As propostas serão financiadas com o valor global de R$ 5 milhões, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT/MCT). Cada proposta aprovada será financiada com recurso estimado de até R$ 200 mil reais, a serem gastos como capital, custeio e bolsas. Serão concedidas bolsas nas modalidades Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI), Iniciação Tecnológica e Industrial (ITI), Apoio Técnico em Extensão no País (ATP) e Extensão no País (EXP). O projeto poderá prever, para bolsas, até 30% do valor total solicitado.
O proponente deve possuir título de doutor, ter experiência no tema do projeto, ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes, ter vínculo empregatício ou funcional com a instituição de execução do projeto e vínculo formal com a rede RENORBIO. As propostas a serem apoiadas deverão ter seu prazo máximo de execução estabelecido em 24 meses.
Os interessados devem encaminhar suas propostas ao CNPq exclusivamente via Internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas, até o dia 27 abril.
Mais informações sobre o Edital.
Assessoria de Comunicação Social do CNPq 

CNPq concederá duas mil bolsas de apoio técnico

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) disponibilizará aproximadamente R$ 18,7 milhões para a concessão de bolsas de Apoio Técnico

O objetivo é apoiar projetos de pesquisa científica e tecnológica ou de inovação. O edital, lançado na quarta-feira (10/3), encerra o prazo para inscrições em 26 de abril. Cada proponente poderá solicitar apenas uma bolsa, de nível médio ou nível superior.

São mil bolsas de nível médio para profissionais com segundo grau completo ou perfil equivalente, exercendo atividades técnicas de nível intermediário e de média complexidade, que exigem supervisão, orientação e acompanhamento constantes. As outras mil, de nível superior, são para candidatos com terceiro grau completo ou perfil equivalente, para exercer atividades técnicas de nível superior, envolvendo técnicas e métodos específicos. As bolsas terão duração de até dois anos e o seu valor será definido pela tabela vigente quando da implementação do projeto.

O responsável pela apresentação da proposta deve possuir título de doutor, currículo cadastrado na Plataforma Lattes, ser o coordenador do projeto, ter experiência em atividades de pesquisa, em produção científica, tecnológica ou cultural e vínculo celetista ou estatutário com a instituição de execução do projeto. Já o bolsista precisa ter escolaridade compatível com a bolsa solicitada, além de experiência e domínio em atividades indispensáveis ao apoio técnico a projetos de pesquisa científica e/ou tecnológica.

As propostas devem ser acompanhadas de arquivo contendo o projeto em formato resumido e encaminhadas ao CNPq por meio do Formulário de Propostas On-line, disponível na Plataforma Carlos Chagas. Os resultados serão divulgados no Diário Oficial da União e na página do CNPq a partir de junho de 2010.

Para mais informações consulte o Edital.
(Assessoria de Comunicação do CNPq)

quarta-feira, 10 de março de 2010

CNPq concede reajuste e amplia o número de bolsas


Da Assessoria de Comunicação Social do CNPq
O anúncio foi feito ontem (09/03) pelo presidente do CNPq, Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, durante reunião da Diretoria Executiva da agência. O reajuste médio foi da ordem de 21%, com destaque para a bolsa de pós-doutorado, que passou de R$ 2.218,56 para R$ 3.200,00, um acréscimo de 44% (ver tabela abaixo). As bolsas de Iniciação Científica (IC) foram as mais beneficiadas no quantitativo: passaram de 29 para 43 mil, um incremento substancial de 14 mil bolsas, ou cerca de 48%.
Aragão disse que o CNPq trabalha este ano com um cenário de 90 mil bolsas, incluindo todas as modalidades. Atualmente são cerca de 72 mil. Contribuirão também para esse aumento as novas concessões, a partir deste mês, de bolsas de Produtividade em Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico – que passarão das atuais cerca de 12 mil para mais de 14 mil – e de mestrado e doutorado, com 1.800 novas concessões.
Nem todas as modalidades de bolsas tiveram seus valores reajustados. Segundo o presidente do CNPq, foram contempladas agora apenas aquelas que não tiveram reajustes na última revisão dos valores, feita em 2008, caso das bolsas de Iniciação Científica, Apoio Técnico, Pós-Doutorado, Pós-Doutorado Sênior e Produtividade em Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico.
O incremento no número das bolsas de Iniciação Científica se dá em um momento em que o país dedica especial atenção ao setor de ciência, tecnologia e inovação, que este ano foi contemplado com o maior orçamento federal de sua história, mais de R$ 7 bilhões. As bolsas de IC têm papel estratégico na formação de pesquisadores qualificados, pois são com elas que os professores procuram d espertar vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação e ensino médio. Estudos já comprovaram que o estudante que é iniciado muito cedo no mundo da ciência reduz o tempo de titulação no mestrado e doutorado.
As bolsas de IC contemplam três categorias de estudantes: de graduação universitária, mediante participação em projeto de pesquisa, orientados por pesquisador qualificado (PIBIC); de estudantes do ensino técnico e superior para o desenvolvimento e transferência de novas tecnologias e inovação (PIBITI); e de estudantes do ensino fundamental, médio e profissional da Rede Pública, mediante sua participação em atividades de pesquisa científica ou tecnológica, orientadas por pesquisador qualificado em instituições de ensino superior ou institutos/centros de pesquisas (IC Júnior). Para conhecer todas as modalidades de bolsas do CNPq acesse http://www.cnpq.br/bolsas/index.htm .
QUADRO DE REAJUSTE DAS BOLSAS
A partir de 01/março/2010
MODALIDADE
DE
PARA
% REAJUSTE
IC e PIBITI
300,00
360,00
20%
Apoio Técnico - NS
483,01
550,00
14%
Apoio Técnico - NM
300,00
400,00
33%
Pós-Doutorado
2.218,56
3.200,00
44%
Pós-Doutorado Sênior
3.000,00
4.000,00
33%
PQ-1A
1.254,00
1.500,00
20%
PQ-1B
1.185,00
1.400,00
18%
PQ-1C
1.116,00
1.300,00
16%
PQ-1D
1.011,00
1.200,00
19%
PQ-2
976,00
1.100,00
13%
DT-1A
1.254,00
1.500,00
20%
DT-1B
1.185,00
1.400,00
18%
DT-1C
1.116,00
1.300,00
16%
DT-1D
1.011,00
1.200,00
19%
DT-2
976,00
1.100,00
13%

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Novo Pres. do CNPq: orçamento, bolsas e ciencia basica vs aplicada.


Trechos da entrevista do novo Presidente do CNPq, na FSP de ontem, quando fala do orçamento da agência, dos valores de bolsa PG e investimento em pesquisa básica vs aplicada.  
No orçamento do CNPq para este ano está previsto o aumento dos valores de bolsa PQ, segundo havia sido informado à CATC pelo Dr. Zago, ao final do ano passado. Como a FSP nada perguntou sobre isto, o assunto não apareceu.

"FOLHA - Vem faltando dinheiro para o CNPq nos últimos tempos? 

CARLOS ARAGÃO - O ano passado foi um ano difícil. O orçamento do CNPq, pela lei orçamentária, veio abaixo do que foi necessário. Começamos com R$ 830 milhões. Ao longo do ano, tivemos um reforço. Com dinheiro de outras fontes, executamos R$ 1,678 bilhão.


FOLHA - É pouco? 

ARAGÃO - A pressão por novos programas e mais recursos é sempre muito grande. O CNPq nunca trabalha com folga.


FOLHA - Mas melhorou para este ano? Ou ainda há preocupação? 

CARLOS ARAGÃO - Nós temos preocupação, sim, com o orçamento, mas neste ano ele está melhor do que no ano passado. Já começamos com R$ 1,08 bilhão. É o maior orçamento que o CNPq já teve. Com o espaço que temos para correr atrás de mais recursos, esperamos que, no final, exista um aumento em relação ao ano passado.


FOLHA - Pós-graduandos podem sonhar com aumentos nas bolsas, então? 

CARLOS ARAGÃO - É sempre bom subir. Estamos aqui estudando o quadro atual e vamos ver o que vai ser possível fazer no orçamento. A gente tem consciência de que os valores já foram reajustados, tem se procurado reajustar de forma mais ou menos regular, sempre que existe uma folga orçamentária. Vontade sempre tem. Mas eu não poderia dizer agora que possibilidades nós vamos ter em relação a esse ano.


FOLHA - O sr. considera os valores atuais razoáveis? 

CARLOS ARAGÃO - A bolsa de doutorado é de R$ 1.800, por exemplo. Esse valor depende muito de onde a pessoa faz seu doutorado. Em uma cidade maior como São Paulo ou Rio, o custo de vida é mais alto.


FOLHA - O CNPq deve investir mais em ciência aplicada do que em ciência com utilidade prática menos imediata? 

CARLOS ARAGÃO - Não podemos correr o risco de despir um santo para vestir o outro. Existem áreas estratégicas, ligadas à energia, ao clima, áreas importantes para a indústria, como a nanotecnologia, áreas interdisciplinares, áreas que ainda são incipientes no país. Claro que a restrição orçamentária é um dado concreto, em um momento em que você tem de tomar uma decisão. Mas o investimento em uma não pode ser feito em detrimento das outras."

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Carlos Aragão assume a presidência do CNPq no dia 27.01


A cerimônia de posse de Carlos Aragão como presidente do CNPq será na próxima quarta-feira, 27 de janeiro, às 11 horas, na sede da agência, em Brasília.

O físico assume a direção do CNPq em lugar de Marco Antonio Zago, que anunciou sua saída no último dia 13 de janeiro. Zago presidiu o CNPq por dois anos e meio, e aceitou convite para ser o novo pró-reitor de Pesquisa da USP.
(informações da Assessoria de Imprensa da 4ª CNCTI)

Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho é bolsista 1A do CNPq, veja o seu CV.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Mensagem do Dr. Zago à Comunidade Científica

Sala de Imprensa do CNPq 14/01/2010"


Aos membros da comunidade científica e tecnológica,
Em audiência com o Ministro da Ciência e Tecnologia Sergio Machado Rezende, realizada ontem, a meu pedido foi acertada a minha saída da presidência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.  Desejo expressar de público minha gratidão ao Ministro e demais membros do ministério, pela confiança e pelo apoio de que fui alvo neste período em que estive à frente do CNPq. Menção especial merecem o trabalho e a dedicação da vice-presidente do CNPq, Wrana Panizzi, dos diretores, José R. Drugowich de Felício, José O. Siqueira e Gilberto Xavier, e de todos os servidores que constituem o maior patrimônio da agência.
A cooperação e apoio que encontrei na comunidade científica e tecnológica foram essenciais para o sucesso do CNPq neste período bastante construtivo e produtivo. Os membros de comitês assessores, de comissões julgadoras, assessores ad hoc e pesquisadores, juntamente com o pessoal técnico e servidores da agência, constituem a essência mesma do CNPq. O país vive um momento de grande progresso e vitalidade, caracterizado pelo fortalecimento de todo o seu sistema de ciência e tecnologia, quer da parte dos executores, incluindo universidades, institutos de pesquisa e empresas, como por parte dos órgãos de financiamento e gestão. Neste contexto, assume especial importância o crescente papel dos sistemas regionais de ciência e tecnologia, liderados pelas fundações de apoio estaduais, o Confap e o Consecti.
O ano de 2009 começou com certa apreensão, tendo em vista os cortes no orçamento do CNPq, cujo valor foi reposto pelo presidente da república no segundo semestre, e assim terminamos com claro sucesso, como resumido no quadro abaixo. Foram implantados os 122 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, em ampla cooperação com outras agências federais, empresas e bancos públicos e fundações estaduais: os recursos para a quase totalidade deles foram pagos, as bolsas implantadas, e iniciou-se o sistema de acompanhamento e avaliação. O número total de bolsas concedidas anualmente pelo CNPq ultrapassou 80 mil, com particular atenção para o crescimento do número de bolsas de produtividade em pesquisa (PQ) que, a partir de março, incluirá quase 14 mil bolsistas. Como previsto, o Edital Universal está sendo lançado com regularidade anualmente, tendo neste ano sido aprovados mais de 2.900 projetos, num valor que excede a R$ 111 milhões.
O ano de 2010 inicia com boas notícias; o orçamento do CNPq aprovado no Congresso Nacional não sofreu cortes significativos, garantindo recursos para manutenção e eventual ampliação dos programas atuais. Encontra-se aberto o edital para concessão de bolsas de mestrado e de doutorado para orientadores com base em projetos de pesquisa.
Desejo deixar uma mensagem de otimismo quanto à continuidade do fortalecimento do sistema de ciência e tecnologia de nosso país, agradecendo a todos que contribuíram para que o CNPq continue desempenhando um papel central neste processo.
Marco Antonio Zago, presidente do CNPq
Evolução do orçamento do CNPq em milhões de reais nos últimos quatro anos

2006
2007
2008
2009
Orçamento CNPq
879,9
900,0
819,8
1.073,6
FNDCT
177,2
226,8
485,6
469,2
Outras Fontes
91,1
83,1
109,5
135,9
Total
1.148,2
1.209,9
1.414,9
1.678,7

Zago deixa CNPq para assumir Pró-Reitoria de Pesquisa da USP

Saiu ontem (final da tarde) na pagina do MCT:
"13/01/2010 - 17:40

O cientista Marco Antônio Zago deixará nos próximos dias a presidência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ele vai compor a nova direção da Universidade de São Paulo (USP), onde será Pró-Reitor de Pesquisa, a convite do reitor eleito, João Grandino Rodas.

Após despacho na tarde desta quarta-feira (13) com o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, Dr. Zago disse que “a presidência do CNPq foi uma oportunidade para conhecer de perto o sistema nacional de Ciência e Tecnologia e participar deste momento tão especial em que o País implementa seu Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação”.

Desde junho de 2007 à frente do CNPq Dr. Zago atuou na formulação e execução de vários Programas preconizados pelo PACTI (2007-2010), dentre os quais ele destacou: a criação dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) e a nova fase de ampliação do Programa de Núcleos de Excelência (Pronex), o crescimento do número de bolsas de pós - graduação e de Produtividade em pesquisa.

Ao manifestar ser uma experiência ímpar estar no CNPq, sobretudo num período em que um novo modelo de planejamento e gestão da C&T está em andamento no país, ele avaliou que a criação dos INCTs e a expansão dos Pronex refletem uma nova postura, principalmente no que se refere ao financiamento da pesquisa brasileira. “Estou certo de que participação de outros ministérios, da Petrobrás do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e, sobretudo, das Fundações de Apoio a Pesquisas (FAPs) – nos dois Programas – intensificam as atividades nessa área e a responsabilidade com o desenvolvimento regional do Sistema de C&T”.

Outra iniciativa que no entendimento do Dr. Zago merece atenção é a ampliação do número de Bolsas para a Pós-Graduação, dentre elas a Bolsa de Produtividade em pesquisa que, a seu ver, cria novas oportunidades, inclusive para jovens pesquisadores que não tinham acesso a esse financiamento público. Para ele, o crescimento da produção científica brasileira é resultado do fortalecimento do conjunto de programas e das ações focados na Pós-Graduação e do incentivo representado pelas bolsas de produtividade.

Ele lembrou, ainda, que a sistematização do calendário do Edital Universal e a criação do Prêmio Bolsa Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico, somados aos demais instrumentos, certamente, “vão ajudar o Brasil a conquistar um novo padrão de desenvolvimento científico e tecnológico”.

domingo, 12 de julho de 2009

Uma matéria da Folha de São Paulo (08/07), a partir da presença de CVs falsos na Plataforma Lattes do CNPq, insinuou que a Plataforma representava um gasto excessivo. Logo no dia seguinte, houve manifestações de membros da comunidade em apoio à Plataforma.

No dia 11/07, Rogerio Meneghini publicou artigo interessante sobre o tema. Entre outros aspectos ele diz:

“A Plataforma Lattes tem hoje mais de 1 milhão de currículos e, diariamente, são feitas dez mil atualizações. Pode-se imaginar o que a cultura brasileira de deixar ao Estado a responsabilidade de verificar a exatidão dos dados significaria em inchamento da máquina burocrática do CNPq e a decorrente subtração de recursos para a pesquisa.”

Hoje (12/07) foi publicada parte da Nota da Sociedade Brasileira de Imunologia sobre o tema:

"A Plataforma Lattes permite o acesso fácil aos currículos das pessoas envolvidas com ciência e tecnologia no Brasil. Ela representa um avanço importante na identificação de indivíduos atuantes nos diversos campos e permite um mapeamento da nossa capacidade científica. Ademais, é um mecanismo de transparência na avaliação da produção científica brasileira.
Vemos com preocupação que a credibilidade desse valioso instrumento seja questionada pela existência de fraudes. O esforço no combate às informações falsas no Lattes é feito constantemente pela própria comunidade científica -o que reforça a importância de um instrumento público de fácil acesso.
Registramos, ainda, que instrumentos de conferência automática de dados foram agregados recentemente, o que aumenta sua credibilidade. Reafirmamos a nossa confiança nas medidas que o CNPq tem tomado para reduzir os problemas detectados. Não nos resta dúvida de que a comunidade científica brasileira é formada na sua imensa maioria por indivíduos que apresentam dados corretos nos seus trabalhos e nos seus currículos."
ALDINA BARRAL, presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia (Salvador, BA)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Em defesa da Plataforma Lattes

A Folha de São Paulo publicou ontem uma extensa matéria sobre problemas na Plataforma Lattes do CNPq. O problema é a sugestão que o sistema não tem confiança e usa muitos recursos públicos.

A Plataforma é um grande avanço para o funcionamento da ciência no Brasil.

A Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) enviou nota à Folha de São Paulo sobre o assunto (veja trecho abaixo). É importante que outras sociedades, instituições e lideranças da comunidade manifestem a sua opinião.

Nota da SBI (trecho final):

“A necessidade da Plataforma Lattes para o adequado crescimento da ciência e tecnologia no Brasil é indiscutível. Reafirmamos a nossa confiança nas medidas que o CNPq tem tomado para reduzir os problemas detectados nas informações disponíveis sobre quem faz ciência no Brasil. Não nos resta dúvida que a comunidade científica brasileira é formada na sua imensa maioria por indivíduos que apresentam dados corretos nos seus trabalhos e nos seus curricula.”