sexta-feira, 8 de março de 2013
Vacinação contra leishmania com proteinas ribossomais
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Tendencias no Google
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Peptídeos sintéticos para melhorar o imunodiagnóstico das leishmanioses humana e canina
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Proteomica para escolha de novos antígenos para vacina e diagnóstico na leishmaniose
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Perfil de citocinas e fenotipagem celular na leishmaniose canina
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Detecção de Leishmania infantum por RT-PCR usando swab na cavidade oral e na conjuntiva de cães
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Uso de proteínas recombinantes para diagnóstico por ELISA na leishmaniose canina
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Aula de leishmaniose com Norma Andrews
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Microesferas de alginato e vacinas para a leishmaniose
Sabe-se que a imunogenicidade de um antígeno é aumentada quando este está encapsulado em partículas biodegradáveis [4]. Desta forma, Taffaghodi e colaboradores [5] foram avaliar a capacidade protetora do ALM e CpG encapsulados em micropartículas biodegradáveis de alginato de sódio (polissacarídeo presente na parede celular de algas marinhas e algumas bactérias). Inicialmente, os autores demonstraram que o encapsulamento não afetou a integridade do antígeno, através de um gel de poliacrilamida. Depois, camundongos BALB/c foram imunizados e infectados com L. major. Os animais imunizados com ALM + CpG, (ALM)NP, (ALM)NP+CpG ou (ALM + CpG)NP apresentaram, todos eles, um menor tamanho da lesão comparado com o grupo que recebeu PBS ou somente ALM. Entretanto, é importante frisar que os animais que receberam a vacina na presença do CpG apresentaram lesões ainda menores. Já o grupo (ALM)NP que não recebeu o adjuvante, apresentou uma lesão menor do que o grupo controle, embora maior do que os grupos que receberam o CpG. Em relação à produção das citocinas analisadas, os grupos imunizados com ALM+CPG (sem partícula) e (ALM+CpG)NP apresentaram os maiores níveis de IFN-g. Em relação a IL-4, apenas o grupo imunizado com ALM+CpG apresentou uma produção maior, enquanto nos outros grupos a produção foi idêntica ou menor que os controles negativos.
Diante do acima exposto, ficou claro que apesar de obter uma proteção parcial contra a infecção por L. major, o encapsulamento do ALM e CpG em micropartículas (ALM+CpG)NP não foi capaz de melhorar o grau de proteção já obtida pela imunização com o ALM+CpG, pois nos dois grupos o grau de proteção foi o mesmo, comparando o tamanho da lesão. Fez falta neste trabalho a análise da carga parasitária, pois já se sabe que as partículas são capazes de ativar a imunidade inata. Desta forma, o grupo imunizado com (ALM+CpG)NP poderia estar apresentando uma menor carga parasitária em relação ao ALM+CpG.
1. Khalil EA, El Hassan AM, Zijlstra EE, Mukhtar MM, Ghalib HW, et al. (2000) Autoclaved Leishmania major vaccine for prevention of visceral leishmaniasis: a randomised, double-blind, BCG-controlled trial in Sudan. Lancet 356: 1565-1569.
5. Tafaghodi M, Eskandari M, Khamesipour A, & Jaafari MR (2011). Alginate microspheres encapsulated with autoclaved Leishmania major (ALM) and CpG-ODN induced partial protection and enhanced immune response against murine model of leishmaniasis. Experimental parasitology PMID: 21767536
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Trabalho do laboratório é destaque no J. Leukocyte Biology
Sandfly saliva provides important clues for new Leishmaniasis treatments
New research published in the Journal of Leukocyte Biology suggests that salivary components from a Leishmania vector play a relevant and direct role on neutrophils, which influence parasite burden
Bethesda, MD—For millions of people who live under the constant threat of Leishmania infection, a new discovery by Brazilian scientists may lead to new breakthroughs, preventing these parasites from taking hold in the body or reducing the severity of infections once they occur. In a new report appearing in the Journal of Leukocyte Biology (http://www.jleukbio.org), scientists show that specific molecules found in the saliva of the sandfly—a small flying insect that is the vector for the parasite—make it possible for Leishmania to evade neutrophils and live within human hosts. In addition to providing a new target for drug development, this discovery may lead to new tools that help doctors more accurately gauge the severity of infections.
"Neutrophils are considered the host's first line of defense against infections and have been implicated in the immunopathogenesis of leishmaniasis, the disease caused by Leishmania," said Valeria Borges, a Brazilian researcher involved in the work. "The identification of specific key factors from neutrophils linked to human visceral leishmaniasis immunopathogenesis can lead to the description of potential biomarkers for disease severity."
To make their discovery, scientists studied how the sandfly (Lutzomyia longipalpis), an important vector of visceral leishmaniasis, affected the neutrophils of hosts. They found that the salivary components of the sandfly induced neutrophil death pathways including FasL-mediated and caspase-dependent apoptosis, and this event was associated with Leishmania survival inside these dying cells. According to the U.S. Centers for Disease Control and Prevention, cutaneous leishmaniasis and visceral leishmaniasis are caused by more than 20 different leishmanial species. Cutaneous leishmaniasis is the most common form of the disease and causes skin ulcers. Visceral leishmaniasis causes a severe systemic disease that is usually fatal without treatment. Mucocutaneous leishmaniasis is a rare but severe form affecting the nasal and oral mucosa. The disease is transmitted by the bite of sand flies, and many leishmanial species infect animals as well as humans. The distribution of the disease is world-wide, with 90 percent of cutaneous leishmaniasis cases occurring in Afghanistan, Algeria, Iran, Saudi Arabia, Syria, Brazil, Colombia, Peru, and Bolivia and 90 percent of visceral leishmaniasis cases occurring in India, Bangladesh, Nepal, Sudan, Ethiopia, and Brazil.
"We are fortunate in the United States that when most of us think of bug bites we do not have to imagine picking up a parasite that can cause open wounds or major systemic problems in our bodies," said John Wherry, Ph.D., Deputy Editor of the Journal of Leukocyte Biology. "However, for the majority of the developing world this is a substantial problem and finding ways to prevent or cure this insect transmitted diseases urgent global health priority. This research report looks beyond the parasite to see what other factors facilitate its colonization. Their discovery that the sand fly's saliva plays a critical role in the process for Leishmania should reveal new opportunities for therapeutics against this parasite."
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The Journal of Leukocyte Biology (http://www.jleukbio.org) publishes peer-reviewed manuscripts on original investigations focusing on the cellular and molecular biology of leukocytes and on the origins, the developmental biology, biochemistry and functions of granulocytes, lymphocytes, mononuclear phagocytes and other cells involved in host defense and inflammation. The Journal of Leukocyte Biology is published by the Society for Leukocyte Biology.
Prates, D., Araujo-Santos, T., Luz, N., Andrade, B., Franca-Costa, J., Afonso, L., Clarencio, J., Miranda, J., Bozza, P., DosReis, G., Brodskyn, C., Barral-Netto, M., de Matos Borges, V., & Barral, A. (2011). Lutzomyia longipalpis saliva drives apoptosis and enhances parasite burden in neutrophils Journal of Leukocyte Biology, 90 (3), 575-582 DOI: 10.1189/jlb.0211105
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Doenças Negligenciadas: Presente e perspectivas
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Platelet activation attracts a subpopulation of effector monocytes to sites of Leishmania major infection
Post de Deboraci Prates
Classicamente, os processos inflamatórios localizados envolvem a migração de leucócitos para o tecido. O pool inicial de células é constituído por neutrófilos e, em seguida, os monócitos também são recrutados para o tecido inflamatório.
Já foi descrita a existência de duas sub-populações de monócitos, baseados em suas características morfofisiológicas (1,2): células GR-1+ (Ly6C+)/ CCR2+/ CX3CR1low e células GR-1-/ CCR2-/ CX3CR1+. O artigo de Gonçalves e cols (3) traz contribuições sobre o recrutamento de monócitos em camundongos após infecção por Leishmania major.
Realizando ensaios in vivo, os autores utilizaram camundongos C57BL/6 cujo receptor CX3CR1 expressa GFP para identificar as duas maiores sub-populações de monócitos (GFPBright => CX3CR1high/GR-1- e GFPDull => CX3CR1low/GR-1-). Camundongos infectados com L. major (2x106; pata) apresentaram um maior percentual de monócitos GR-1+ no local da infecção (24 horas), enquanto que em animais não infectados as duas sub-populações de monócitos foram similares. Surpreendentemente, os autores observaram uma similaridade da cinética de recrutamento na pata e no peritônio dos animais inoculados com o parasita.
Sendo o peritônio um local propício à obtenção de um maior número de monócitos, os autores o escolheram para melhor investigar esse fenômeno. Nesse modelo fica evidente, corroborando com dados da literatura, que existe uma diferença na cinética de recrutamento celular entre diferentes linhagens de camundongos. Em BALB/c, os monócitos (população GR-1+) foram as células inicialmente recrutadas para o local de infecção (1/2 – 3 h p.i.), seguido dos neutrófilos (4 h p.i.). Já em C57BL/6 o recrutamento inicial de neutrófilos acompanhou o de monócitos (1 h p.i.), aumentando no decorrer do tempo. Curiosamente, apenas os monócitos GR-1+ estavam infectados por L.major e, após 4 horas, a maior parte dos parasitas foi morta por essas células.
Ensaios in vitro foram realizados para investigar o mecanismo de morte dos parasitas pelos monócitos. A produção de espécies reativas de oxigênio foi inicialmente avaliada utilizando a sonda H2DCFDA, observando-se uma maior produção de ROS pelos monócitos GR-1+, em resposta à infecção por L. major (60 – 180 min), quando comparado à sub-população GR-1-. Em seguida, a importância dos mecanismos oxidativos dos monócitos foi confirmada em ensaios utilizando células de camundongos gp91 (phox)-/-. Por fim, o mecanismo de migração dos monócitos induzidos pela L. major foi elegantemente investigado utilizando camundongos tratados com anti-CD41 (depleção de plaquetas) e camundongos CCR2-/-. A participação das plaquetas, através da produção de PDGF e conseqüente liberação de CCL2/MCP-1, foi associada ao recrutamento de monócitos GR-1+ no local de infecção.
Os autores discutem a relevância dos achados, principalmente no que concerne à participação das plaquetas, uma vez que estas são encontradas em grande quantidade no lago sanguíneo criado pelo vetor. Além disso, os mecanismos pelos quais os monócitos GR-1+ matam a Leishmania merecem uma investigação mais detalhada.
Referências:
1. Geissmann, F.,S. Jung, D.R. Littman. Demonstration of a specific C3a receptor on guinea pig platelets. J. Immunol. 140:3496–3501,1988.
2. Strauss-Ayali, D., S.M. Conrad, D.M. Mosser. Migrating monocytes recruited to the spleen play an important role in control of blood stage malaria. Blood. 114:5522–5531. 2009. doi:10.1182/blood-2009-04-217489.
3. Goncalves, R., Zhang, X., Cohen, H., Debrabant, A., & Mosser, D. (2011). Platelet activation attracts a subpopulation of effector monocytes to sites of Leishmania major infection Journal of Experimental Medicine, 208 (6), 1253-1265 DOI: 10.1084/jem.20101751
terça-feira, 7 de junho de 2011
LRV1 e Leishmaniose mucocutânea. Será?
Virus de RNA de Leishmania controla severidade da leishmaniose mucocutânea
A Leishmaniose mucocutânea, causada por parasitas do subgênero Viannia, está associada com uma resposta imune persistente com presença de mediadores pro-inflamatórios (TNF-a, CXCL10, CCL4), além de uma elevada atividade de células T citotóxicas. Ives e colaboradores, em trabalho anterior, caracterizaram clones da L. guyanensis: cepa metastática (L.g.M+) ou cepa não-metastática (L.g.M−). A partir disto, os autores sugerem que estas cepas modulam diferentemente a resposta do macrófago no hospedeiro. Neste trabalho publicado na Science este ano, utilizando técnicas de microarranjos, Ives e colaboradores identificaram expressão gênica diferenciada em macrófagos não tratados ou infectados com L.g.M+ ou L.g.M−. In vitro, os macrófagos infectados apresentaram grande quantidade de CCL5, CXCL10, TNF-a, e IL-6 após infecção com parasitas L.g.M+ quando comparados com L.g.M− ou L. major. Eles também observaram expressão aumentada nestas quimiocinas e citocinas após infecção com parasitas obtidos de lesões de pacientes com leishmaniose mucosa, comparadas com parasitas obtidos de lesões de pacientes com leishmaniose cutânea. Assim, os níveis elevados de citocinas e quimiocinas podem estar associados com parasitas que sofrem metástase. Outro aspecto importante para o parasita é que, uma vez dentro do macrófago, ele permanece dentro de um fagolisossomo. Tratar estas células com cloroquina (induz alcalinização vacuolar impossibilitando reconhecimento de PAMPs por células) ou citocalasina D (inibe fagocitose), mostra que a indução de mediadores proinflamatórios por parasitas L.g.M.+ depende da entrada do mesmo na células e seu seqüestro por fagolisossomo. Assim, eles foram avaliar o papel dos TLR. Utilizando macrófagos deficientes para TLR3, 7 ou 9, ou para MyD88 e TRIF, eles demonstram que TLR3 e TRIF são essenciais para induzir o aumento na expressão deste mediadores após infecção com L.g.M.+. Ainda, ativação de TLR7 dependente de MyD88 foi necessária para máxima secreção destes mediadores. Já se sabe que TLR3 regula positivamente também a expressão de interferons tipo I. No presente trabalho, a infecção com L.g.M.+ induz um aumento significativo de IFN-β, quando comparado com L.g.M.-. Já se sabe que parasitas do subgênero Viannia possuem o vírus de RNA (LRV1). Este vírus contem um capsídeo que protege o RNA dupla fita. Eles demonstram que L.g.M.+ possuem níveis mais elevados de LRV1 do que L.g.M.-. Eles então trataram macrófagos com LRV1 e observaram um aumento na expressão dos mesmos mediadores daqueles infectados com L.g.M.+ e este aumento também foi dependente de TLR3. Assim, o papel in vivo foi avaliado em camundongos TLR3-/-, TR7-/- e selvagens infectados. Uma diminuição significativa no tamanho da lesão e na carga parasitária foi encontrada nos camundongos TLR3-/- infectados com L.g.M.+ ou L.g.−LRV. Assim, o presente trabalho mostra que o reconhecimento de LRV1 nos parasitas L.g.M.+ pelo hospedeiro promove inflamação e subverte o sistema imune para que haja persistência do parasita. Este resultado pode facilitar o desenvolvimento de novos tratamentos para esta patologia ou até mesmo melhorar terapias já existentes.
Ives, A., Ronet, C., Prevel, F., Ruzzante, G., Fuertes-Marraco, S., Schutz, F., Zangger, H., Revaz-Breton, M., Lye, L., Hickerson, S., Beverley, S., Acha-Orbea, H., Launois, P., Fasel, N., & Masina, S. (2011). Leishmania RNA Virus Controls the Severity of Mucocutaneous Leishmaniasis Science, 331 (6018), 775-778 DOI: 10.1126/science.1199326
Vale ressaltar que este artigo foi avaliado como “must read” ou “outstanding” pelos membros da F1000.
This is a fascinating piece of work, reporting that a double-stranded (ds)RNA virus, infecting Leishmania strains of the Leishmania Viannia subgenus, contributes to the severity of mucocutaneous leishmaniasis by triggering a persistent hyperinflammatory response by the infected host.”
B. Papadopolou, Univ. of Laval, Canada
This intriguing study shows that virus infection of the protozoan parasite Leishmania influences innate immune responses in macrophages. Furthermore, the authors suggest that virally infected Leishmania excel in disseminating to nasopharyngeal tissues, causing mucocutaneous leishmaniasis.
Jan Rehwinkel and Caetano Reis e Sousa, Cancer Research, UK
Portanto, sua leitura é altamente recomendada!
terça-feira, 5 de abril de 2011
Novas tecnologias para o tratamento da leishmaniose - Parte I
Relatos de falha clínica dos tratamentos convencionais para leishmaniose vêm aumentando gradativamente. No Estado de Bihar, Índia, já foi demonstrada uma elevada falha terapêutica com o uso de Antimonais Pentavelentes. Outras limitações ao tratamento são: elevada toxicidade, alto custo, falta de prática na administração parenteral e a necessidade de câmaras frias para armazenamento das drogas. Os custos para desenvolvimento de novas drogas são elevados e o retorno financeiro é baixo, por tratar-se de doença negligenciada. Diante do acima exposto, a busca de tratamentos alternativos como a co-administração de drogas e novas formas de “delivery” estão sendo testadas.
A terapia multidrogas melhora a eficácia dos medicamentos, reduz a dosagem, levando a uma diminuição da toxicidade e ao surgimento de parasitas resistentes. Desta forma, Seifert e colaboradores [1] avaliaram a interação in vitro do Sitamaquina com Anfotericina B, Estibogluconato de Sódio, Miltefosina, Paramomicina e Pentamidina contra a L. donovani. Eles observaram interação somente entre a Sitamaquina e a Pentamidina, que apresentaram efeito sinérgico, ou seja, seus efeitos benéficos aumentaram quando foram co-administradas. É importante salientar que este resultado não é um indicador de interação in vivo, e seria necessário avaliar a toxicidade da combinação, já que esta é uma das complicações do uso de Pentamidina como tratamento.
O encapsulamento da Anfotericina B em lipossomas diminuiu significativamente a toxicidade e melhorou a eficácia da droga no tratamento da leishmaniose, com esquema de dose única. Entretanto, o seu preço é proibitivo (US$ 18/50 mg, negociado pela OMS). Um fator que contribui para o elevado custo é o uso do colesterol (matéria-prima do lipossoma), que é purificado de fonte animal, sendo assim necessário o tratamento deste para evitar contaminações por vírus e príons. Com o objetivo de desenvolver um sistema alternativo com preço reduzido em relação aos lipossomas, Prajapati e colaboradores [2] utilizaram nanotubos de carbono. Esta nova forma de “delivery” diminuiu a toxicidade da droga comparado com a Anfotericina Lipossomal, além de ter aumentado a janela terapêutica e melhorado sua eficácia. A Anfotericina-nanotubo inibiu significativamente a replicação do parasita em hamsters comparada à Anfotericina Lipossomal (89,85% e 68,87%, respectivamente). O próximo passo deste grupo é explorar a via de administração oral, já que a falta de pratica na administração parenteral é um empecilho ao tratamento em áreas pobres. Com este mesmo objetivo, Iman e colaboradores [3] avaliaram o uso de um esterol derivado de fonte vegetal como substituto do colesterol para produção da Anfotericina lipossomal. Desta forma, 32 formulações da Anfotericina lipossomal foram desenvolvidas e comparadas com as drogas de referências – Ambisome® e Fungizone®. Das 32 formulações iniciais, os autores chegaram a uma formulação que apresentou atividade anti-fúngica e leishmanicida similar às drogas de referência e menor toxicidade aguda; entretanto, sua máxima dose tolerada foi 2,3 vezes menor comparado com a droga Ambisome® e 30 vezes maior comparada com Fungizone®. Novos estudos em modelos experimentais são necessários para avaliar o potencial terapêutico desta nova formulação in vivo, pois esta apresenta um menor custo de produção, possibilitando um menor preço final da droga.
1. Seifert K, Munday J, Syeda T, & Croft SL (2011). In vitro interactions between sitamaquine and amphotericin B, sodium stibogluconate, miltefosine, paromomycin and pentamidine against Leishmania donovani. The Journal of antimicrobial chemotherapy, 66 (4), 850-4 PMID: 21393188
2. Prajapati VK, Awasthi K, Gautam S, Yadav TP, Rai M, Srivastava ON, & Sundar S (2011). Targeted killing of Leishmania donovani in vivo and in vitro with amphotericin B attached to functionalized carbon nanotubes. The Journal of antimicrobial chemotherapy, 66 (4), 874-9 PMID: 21393222











