Mostrando postagens com marcador autoplágio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador autoplágio. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

CNPq propõe conjunto de diretrizes éticas para pesquisa

Enviado por e-mail por Relações Públicas RedeTB

ENSP, dia 05/10/2011
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) definiu um conjunto de diretrizes para promover a ética na publicação de pesquisas científicas e estabelecer parâmetros para investigar eventuais condutas reprováveis. O documento com as diretrizes já está pronto, mas ainda não foi divulgado. No entanto, o coordenador da comissão responsável pelo texto, Paulo Sérgio Beirão, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), enumerou ao jornal O Estado de São Paulo os principais pontos da iniciativa.

Segundo Beirão, o CNPq constituirá uma comissão permanente para difundir informações sobre pesquisa ética, principalmente sob o ponto de vista da publicação científica. O mesmo grupo analisará as denúncias que chegam ao órgão.

O texto proposto pela comissão tipifica quatro condutas ilícitas. Por um lado, a falsificação e a fabricação de resultados. Por outro, o plágio e o autoplágio - definido como a republicação de resultados científicos já divulgados como se fossem novos, sem explicitar a publicação prévia. Também condena a inclusão de autores que só emprestaram equipamentos ou dinheiro, sem colaborar intelectualmente com o artigo científico.

As novas regras preveem que as denúncias de infrações serão submetidas a um juízo prévio da comissão permanente do CNPq. Se forem julgadas verossímeis, o órgão criará uma comissão extraordinária de especialistas para analisar o caso. "A investigação não caberá à instituição onde o cientista trabalha", explica Beirão. "Queremos garantir a imparcialidade."

As punições para os delitos mais graves incluem a suspensão de bolsas e, eventualmente, a exigência de devolução do dinheiro investido pelo CNPq na pesquisa. "Não podemos demitir ninguém. Somos uma agência de fomento: o máximo que conseguimos fazer é cortar a linha de financiamento", aponta o pesquisador da UFMG.

A comissão foi criada em maio, depois de uma denúncia de fraude que envolveu pesquisadores da Unicamp.

Fonte: Jornal da Ciência

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Existe auto-plágio?


Recentemente o Dr. Robert Barbato do E. Philip Saunders College of Business at Rochester Institute of Technology (RIT) foi acusado de copiar ….. os seus próprios textos. Com a facilidade de copiar e colar, fica muito fácil reutilizar os próprios textos. Você considera isto uma fraude ou má-conduta científica, se os textos são seus?
O post When is self-plagiarism ok?, no The Scientist, discute a situação a partir do caso acima.
Para muitos, copiar partes do seu próprio texto (logicamente não os dados e figuras) é uma prática aceitável. O problema que o post mostra é que isto não é aceito por todos. Tem havido retirada de artigos (retraction) por algumas revistas com base na reutilização de textos próprios. Algumas revistas aceitam apenas em algumas seções, como a metodologia.
A verdade é que precisamos ficar atentos! Um método utilizado em várias publicações pode acabar sendo a parte mais difícil e de maior exigência criativa para promover alterações. Se for impossível evitar a auto-cópia, cheque a política da revista.
Para os curiosos sobre o caso de Robert Barbato:
“In Barbato's case, the institutional committee formed to review the case unanimously decided to dismiss it. While the authors had reused some text in the introduction and methodology sections in two papers they had submitted simultaneously on gender differences in entrepreneurial business endeavors, the data were different and the papers reached vastly different conclusions. "Nobody saw anything wrong with this really," recalled Patrick Scanlon of RIT's department of communication, who served on the committee.”
É a primeira vez que tratamos de auto-plágio no Totum, mas sobre plágio já discutimos: Plágio na era do cortar e colar e Pesquisadores da USP denunciados por fraude.
Ilustração: de D. Parkins.