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sexta-feira, 8 de março de 2013

Vacinação contra leishmania com proteinas ribossomais



Ramírez L, Santos DM, Souza AP, Coelho EAF, Barral A, Alonso C, Escutia MR, Bonay P, de Oliveira CI, Soto M: Evaluation of immune responses and analysis of the effect of vaccination of the Leishmania major recombinant ribosomal proteins L3 or L5 in two different murine models of cutaneous. Vaccine 2013, 31:1312–1319. 
(aqui)

Publicação LIP 2013 

Four new antigenic proteins located in Leishmania ribosomes have been characterized: S4, S6, L3 and L5. Recombinant versions of the four ribosomal proteins from Leishmania major were recognized by sera from human and canine patients suffering different clinical forms of leishmaniasis. The prophylactic properties of these proteins were first studied in the experimental model of cutaneous leishmaniasis caused by L. major inoculation into BALB/c mice. The administration of two of them, LmL3 or LmL5 combined with CpG-oligodeoxynucleotides (CpG-ODN) was able to protect BALB/c mice against L. major infection. Vaccinated mice showed smaller lesions and parasite burden compared to mice inoculated with vaccine diluent or vaccine adjuvant. Protection was correlated with an antigen-specific increased production of IFN-􏰀 paralleled by a decrease of the antigen-specific IL-10 mediated response in protected mice relative to non-protected controls. Further, it was demonstrated that BALB/c mice vaccinated with recombinant LmL3 or LmL5 plus CpG-ODN were also protected against the development of cutaneous lesions following inoculation of L. braziliensis. Together, data presented here indicate that LmL3 or LmL5 ribosomal proteins combined with Th1 inducing adjuvants, may be relevant components of a vaccine against cutaneous leishmaniasis caused by distinct species. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O risco de não vacinar

O assunto já foi tratado aqui no Blog, há algumas semanas. Agora trago um artigo publicado na revista The Scientist.


Opinion: The Risk of Forgoing Vaccines

Herd immunity, or the protection of individuals who are not vaccinated due to generally high vaccination rates within a population, does not currently exist in many pockets of the US.


Given the direct benefit to the individual of immunity against disease, vaccination, is not completely altruistic.  However, immunization provides a significant benefit to society. One can liken a human newborn, or a person who cannot get vaccinated, to a vulnerable bird with ticks on the top of its head.  As individuals, we cannot fully protect these people from infectious disease, and instead we rely on herd immunity. If society is made up mostly of “suckers” that have expended the energy and cost to get vaccinated, then the vulnerable will be protected due to the absence or reduction of disease transmission. But if a significant percentage of individuals decides against vaccination, for one reason or another, we may lose herd immunity, and infectious disease will spread.
Unfortunately, we are beginning to see signs of this phenomenon, due in part to parents refusing to vaccinate their children because of the fear that it could cause autism—the now completely debunked message delivered by Andrew Wakefield in 1998.
In 2010, Idaho was ranked last in the country for routine childhood vaccination rates. Low rates have been a trend in this state for the last several years, and are likely due to limited access to vaccines as well as vaccine refusal.  According to the National Immunization Survey, Idaho has only a 63.7 percent vaccination rate for the early childhood vaccination schedule (aged 19-35 months). These rates of vaccination are nowhere near the 85-95 percent levels required for herd immunity protection against most diseases. Unfortunately this means many children in Idaho are running the risk of diseases like pertussis, measles, and meningitis.  And Idaho is not alone; other states, such as Montana, New Jersey, and Utah, also report low rates for early routine vaccinations. These rates are lower than some developing countries, and while overall childhood vaccination in the United States remains reassuringly high (levels at 90 percent or higher on average), these pockets of vulnerability are very concerning to public health officials.
Indeed, we are already seeing evidence of disease reemergence. In 2000, there was no endemic transmission of measles in United States, and this disease was declared eliminated. However, measles is one of the most transmissible diseases on earth, requiring vaccination rates of higher than 95 percent to achieve herd immunity. And in 2011, the country had more than 200 cases, many of which were imported from Europe, which is currently experiencing large measles outbreaks, with over 26,000 cases in 36 countries, as reported by the World Health Organization. Whooping cough is also on the rise. From January to October 2010, there were 455 infants hospitalized in California and 10 deaths due to Bordetella pertussis, the highest number of cases in over 60 years, according to the Centers for Disease Control and Prevention.
Parental refusal has contributed to this increase in disease transmission.  It is clear that Andrew Wakefield’s work, though it has been thoroughly debunked and removed from the literature, is far from forgotten.
As a scientist I recognize that we are not always the best communicators. When it comes to vaccines, this is particularly relevant. It is not enough to make safe vaccines that protect people from disease; we must convince the public that they are safe and effective. This may be a tall order given the current cultural climate, but one that is imperative for immunization programs to be effective. Showing data and statistics that refute claims by detractors does not do much to stop the spread of fear about vaccine safety.  However, there are real lives that are saved by vaccines, and information about vaccine-preventable diseases may be the best way to inform. Among the many differences between us and the tick-pickers is that we are capable of seeing the future and the need to protect the population. Even if this means we have to go against individualism and act a little bit like a sucker.
Juliette K. Tinker is an assistant professor in the Department of Biological Sciences at Boise State University.



sábado, 4 de junho de 2011

Science Translational Medicine Vaccine Collection


Fonte: Top News Arab Emirates. Immunize your child always.


Post de Theolis Bessa

A Science Translational Medicine reuniu em uma coleção os artigos publicados na revista com destaque na área de vacinas. Esta inclui artigos sobre vacinas para doenças não infecciosas, a discussão de problemas com o desenho de novas vacinas e com o desenho de estudos para avaliação de novas vacinas, a diminuição da confiança pública nas vacinas disponíveis. Confira!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Defesa de Mestrado de Elisabete Lopes Conceição


Título: Estudo do polimorfismo dos genes das citocinas IFN-γ, TNF, IL-10, IL-1β e dos receptores tipo Toll 2 e 4 em voluntários sadios revacinados com BCG
Elisabete defendeu ontem sua dissertação na Pós-graduação em Imunologia (PPgIM) do Instituto de Ciências da Saúde – UFBa, tendo como banca examinadora a Dra. Martha Maria de Oliveira do Centro de Pesquisas em Tuberculose da Faculdade de Medicina – Hospital universitário Clementino Fraga Filho, UFRJ, a Dra. Deni se Lemaire, do PPgIM e Universidade Estadual da Bahia, além de sua orientadora, a Dra. Theolis Costa Barbosa Bessa. 
Em seu trabalho, a aluna mostra a caracterização genotípica de indivíduos revacinados com BCG, procurando verificar se os polimorfismos estudados em genes de citocinas e receptores do tipo Toll podem explicar a variabilidade da produção de IFN-γ antes e após a revacinação de voluntários saudáveis e sem infecção tuberculosa latente.

sábado, 10 de abril de 2010

Esclarecimentos sobre a vacina da gripe H1N1


Foram tantos os comentários de insegurança a respeito da vacina da gripe H1N1 que pensei em escrever um post. Depois de ler os dois excelntes posts sobre o assunto publicados no Ecce Medicus, achei que não era necessário escrever de novo, basta indicar a leitura dos textos: Esclarecimentos sobre a Vacina para Gripe A H1N1 e (E) Tome Vacina!
Veja alguns trechos:
“Essa vacina, afinal, é segura? "Baseado em informações recebidas de 16 países, a OMS estima que por volta de 80 milhões de doses da vacina pandêmica foram distribuídas e aproximadamente 65 milhões de pessoas foram vacinadas. Campanhas de vacinação globais têm se utilizado de vacina com e sem adjuvantes, com vírus atenuados e inativados (este último grupo não licenciado na Europa). Apesar da intensa monitorização sobre a segurança das vacinas, todos os dados compilados até o momento, indicam que as vacinas pandêmicas gozam do mesmo excelente perfil de segurança que as vacinas sazonais, as quais tem sido utilizadas por mais de 60 anos." Nesse ponto, acho que fomos beneficiados por estarmos no hemisfério sul. Dessa vez, testaram lá antes.”
“O que são os adjuvantes? Os componentes da vacina além dos vírus inativados estão dando o que falar. Em especial devido a "correntes" totalmente desinformadas que circulam por meio de spams nos emails por aí. Vamos às informações: Os adjuvantes são substâncias que aumentam a imunogenicidade da vacina. Em tempos de pandemia, a quantidade de vírus disponíveis é um fator limitante e os adjuvantes aumentam a capacidade de produção da vacina em 100 a 200%. Mesmo assim, isso pode não ser suficiente. Há dois tipos principais de adjuvantes: o esqualeno e os sais de alumínio. A vacina Butantan-Sanofi Pasteur não tem nenhum dos dois. A vacina da GSK tem o AS03, o esqualeno e ainda outro agente imunogênico, o tocoferol (vitamina D). Os adjuvantes foram testados na fabricação de vacinas da gripe sazonal e da H5N1.
“ALERGIA A OVOS: Me perguntaram se uma criança alérgica a ovos pode tomar a vacina. A pergunta procede porque os vírus vacinais são propagados em ovos. A resposta do CDC: 
"Perguntar se a pessoa tem algum efeito após comer ovos ou alimentos preparados a base de ovos é um bom método de saber quem pode ter riscos ao usar a vacina. Pessoas com sintomas como chiados, vergões pelo corpo, inchaço nos lábios e língua e desconforto respiratório após ingerirem ovos e derivados, devem consultar um médico para uma avaliação apropriada. Pessoas que têm a hipersensibilidade às proteínas do ovo documentada (dosagem da IgE), incluindo as que têm asma ocupacional associada à exposição à proteína do ovo, também podem ter risco aumentado de desencadear reações alérgicas à vacina contra influenza e uma consulta com um médico antes da vacinação deve ser considerada." Há estudos mostrando ser seguro aplicar a vacina da influenza sazonal - que tem o mesmo processo de fabricação - em crianças. Recomendo fortemente uma consulta ao médico responsável pela criança para avaliação da relação risco/benefício em se tomar a vacina sendo alérgico à proteína do ovo.
O MEDO: É a tônica desse processo de vacinação. As vacinas compradas pelo governo (que aliás está tendo um comportamento muito bom, apesar de todas as críticas e erros), foram de fontes diferentes e têm componentes diferentes. Não há truque. Não há tentativa de enganar as pessoas. Não há intenção de exterminar a raça humana da terra com as vacinas! Eu gostaria muito de uma vacina que exterminasse a desinformação e propiciasse o uso da racionalidade como guia, mas essa ainda vai demorar para ser fabricada e mesmo que fosse, ia ser uma "briga" enorme para vacinar todo mundo: as pessoas preferem ter medo de fantasmas.”

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Novo esquema de vacinação de adultos

O Annals of Internal Medicine divulga no número de 5 de janeiro o esquema de vacinação do adulto de 2010, aprovado pelo Comitê de Aconselhamento em Imunização.

O esquema introduz alterações na recomendações inclusive com a inclusão de recomendação de vacina para HPV para homens.

O esquema de imunização do adulto pode ser visto em castelhano ou inglês emwww.cdc.gov/vaccines/recs/schedules/adult-schedule.htm.