segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Medalhas e galáxias anãs: melhor trabalhar mais intensamente


Entrou com pouca idade na Universidade e tem sido bom alun@. Ainda por cima, faz um bom estágio de iniciação científica. Está tudo bem!? Não está mal, as poderia ser melhor… Veja abaixo dois exemplos de sucesso na ciência, sem haver entrado na universidade.
Fábio Takahashi escreveu uma matéria na FSP (08/01/2013) em que comenta: “Com quase dois anos a menos que os 180 concorrentes de 28 países, Matheus Camacho, 14, foi à capital do Irã no início do mês passado para participar da Olimpíada Internacional de Ciências. Após dez dias de provas, voltou com a medalha de ouro por equipes na principal prova da competição, a prática.
Matheus foi o brasileiro mais novo que já participou da competição, que começou em 2004 e reúne principalmente estudantes com 15 anos. Muitos já têm quase 16.
"O resultado dele foi impressionante. Não tenho notícia de que haja outro medalhista tão novo", disse Márcio Martino, organizador da competição no Brasil.”
Pode ver a matéria aqui.
Para completar, relembro uma notícia que teve repercussão maior na mídia: a publicação na Nature (A vast, thin plane of corotating dwarf galaxies orbiting the Andromeda galaxy Nature 493, 62–65 (03 January 2013) doi:10.1038/nature11717) de um artigo tendo como co-autor um estudante de 15 anos. 
“un estudiante francés [Neil Ibata] de 15 años que realizó unas prácticas en el observatorio astronómico de Estrasburgo, se ha convertido en el primer ser humano que sabe que las galaxias enanas cercanas a Andrómeda se mueven rotando alrededor de la gran espiral en un mismo plano. El colegial aplicó lo aprendido sobre vectores en su instituto usando un programa informático puesto a punto por él mismo, y ahora ha contado su descubrimiento en un artículo firmado a medias con su padre, el astrofísico inglés Rodrigo Ibata, en la prestigiosa revista científica Nature, y nada menos que en la portada.” (reportagem completa aqui).

Os comentários na midia são de que a descoberta relatada no artigo pode representar uma alteração significativa em vários modelos propostos, inclusive com revisão dos conceitos trazidos por Newton e Einstein (não sei julgar este aspecto, apensa repito o que li). Um dos aspectos que impressiona no jovem astrônomo é que tem bem claro o sentido do significa uma contribuição científica de tal envergadura tão cedo na vida: “No creo que oigan hablar más de mí antes de que pasen 10 o 20 años”, ha dicho. Ou seja, a atividade científica deve ser constante e quase sempre sem estar no centro do palco.
Para completar, outro comentário muito interessante de Neil Ibata, ao responder sobre se pensava em seguir a carreira do pai (primeiro autor do trabalho na Nature): “Me parece que é melhor não fazer exatamente o mesmo que fazem seus pais”.
Bem, o post não pretende desanimar ninguém, apenas estimular a se dedicar mais e com mais eficiência.

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