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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Bruno Bezerril Andrade ganha Premio CAPES de Tese

Foto de Bruno ao receber outro Prêmio.

O Prêmio Capes de Tese 2011 da área Medicina II foi concedido a Bruno Bezerril Andrade pela tese “Identificação de potenciais determinantes imunológicos de gravidade da malária humana”, defendida no ano de 2010,  do Programa de Pós-Graduação de Patologia Humana da Universidade Federal da Bahia com trabalho realizado no Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz (FIOCRUZ). Grande parte do trabalho foi desenvolvida em Rondonia, no ICB V da USP.
Ao apresentar a lista de artigos que constituiriam a Tese, pode-se identificar os colaboradores, nas diversas instituições:

Manuscritos publicados na Tese e destaques recebidos / número de citações (ISI Web of Science) até 14 de Agosto de 2011:
  1. Andrade BB, Santos CJ, Camargo LM, Souza-Neto SM, Reis-Filho A, Clarencio J, Mendonça VR, Luz NF, Camargo EP, Barral A, Silva AA, Barral-Netto M 2011. Hepatitis B infection is associated with asymptomatic malaria in the brazilian Amazon. PLoS One, 6, e19841. Número de citações: 0
  2. Andrade BB, Araujo-Santos T, Luz NF, Khouri R, Bozza MT, Camargo LM, Barral A, Borges VM, Barral-Netto M 2010. Heme impairs prostaglandin E2 and TGF-beta production by human mononuclear cells via Cu/Zn superoxide dismutase: insight into the pathogenesis of severe malaria. J Immunol, 185, 1196-1204. Número de citações:
     
  3. Andrade BB, Reis-Filho A, Souza-Neto SM, Clarencio J, Camargo LM, Barral A, Barral-Netto M 2010. Severe Plasmodium vivax malaria exhibits marked inflammatory imbalance. Malar J, 9, 13. Este trabalho recebeu designação Highly accessed pelo Malaria Journal em razão da alta visibilidade em curto período após a publicação. Número de citações: 14
  4. Andrade BB, Reis-Filho A, Souza-Neto SM, Raffaele-Netto I, Camargo LM, Barral A, Barral-Netto M 2010. Plasma superoxide dismutase-1 as a surrogate marker of vivax malaria severity. PLoS Negl Trop Dis, 4, e650. Número de citações: 3
  5. Andrade BB, Reis-Filho A, Barros AM, Souza-Neto SM, Nogueira LL, Fukutani KF, Camargo EP, Camargo LM, Barral A, Duarte A, Barral-Netto M 2010. Towards a precise test for malaria diagnosis in the Brazilian Amazon: comparison among field microscopy, a rapid diagnostic test, nested PCR, and a computational expert system based on artificial neural networks. Malar J, 9, 117.Este trabalho recebeu designação Highly accessed pelo Malaria Journal em razão da alta visibilidade em curto período após a publicação.  Este trabalho mereceu uma reportagem inteira sobre os achados e implicações na malariologia publicada pelo site Science and Development Network – SciDev.net (veja a reportagem em no endereço http://tiny.cc/rd04b). Número de citações: 1
  6. Andrade BB, Rocha BC, Reis-Filho A, Camargo LM, Tadei WP, Moreira LA, Barral A, Barral-Netto M 2009. Anti-Anopheles darlingi saliva antibodies as marker of Plasmodium vivax infection and clinical immunity in the Brazilian Amazon. Malar J, 8, 121. Número de citações: 7
Para saber mais (sem ler todos os artigos) veja um artigo de revisão no qual os achados da Tese são discutidos e analisados:

Andrade BB, Barral-Netto M 2011. Biomarkers for susceptibility to infection and disease severity in human malaria. Mem Inst Osw Cruz, 106 (Suppl I): 70-78



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Aldina recebeu o Premio Scopus


Conforme noticiado hoje no SBlogI (aqui), Aldina recebeu ontem, em Brasilia, juntamente com outras nove pesquisadoras brasileiras o Premio Scopus, concedido pela CAPES e pela Elsevier.
O Prêmio foi baseado no número de trabalhos e citações recebidas, para pesquisadoras de diferentes áreas da ciência.

Foto feita por João Paulo Barbosa

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Aldina entre as agraciadas com o Prêmio Scopus

Divulgado hoje no SBlogI, reproduzindo o JC .Pesquisadoras brasileiras recebem Prêmio Scopus Brasil 2010

Notícia veiculada hoje no Jornal da Ciência
Pesquisadoras brasileiras recebem Prêmio Scopus Brasil 2010
A Editora Elsevier divulgou as vencedoras da quinta edição do Prêmio Scopus Brasil, promovido com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)
Este ano, o prêmio homenageia mulheres cientistas que contribuem para o desenvolvimento do país.
As vencedoras foram selecionadas de acordo com sua produção científica, traduzida pelo número de artigos publicados e indexados na base SciVerse Scopus, pelo número de citações feitas por outros pesquisadores, pelo índice h - que analisa o impacto de cientistas baseando-se nos seus artigos mais citados -, e pelo número de orientados de cada pesquisadora, de acordo com Currículo Lattes.

São elas:

- Aldina Maria Prado Barral, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

- Beatriz Leonor Silveira Barbuy, da Universidade de São Paulo (USP)

- Cristina Wayne Nogueira, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

- Gisella Maria Zanin, da Universidade Estadual de Maringá (UEM)

- Luisa Lina Villa, do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer (ILPC)

- Mara Helena Hutz, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

- Maria Fátima Grossi de Sá, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

- Maria Paula Cruz Schneider, da Universidade Federal do Pará (UFPA)

- Sara Teresinha Olalla Saad, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

- Thaisa Storchi-Bergmann, da UFRGS

A cerimônia de entrega será realizada no dia 10 de novembro, a partir das 19h, no Edifício Sede da Capes, Brasília.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Agencias permitem acumulação de bolsa e atividades remuneradas

A CAPES e o CNPq emitiram a Portaria Conjunta nº 1, em 22 de julho, permitindo o acúmulo de bolsas com atividades remuneradas. A nota (Portaria CNPq/Capes autoriza acúmulo de bolsa com atividade remunerada) emitida no site do CNPq esclarece que é vedado o acúmulo com bolsas provenientes de agências públicas de fomento. Além disto é necessária a concordância do orientador e este dado deve ser registrado no Cadastro de Discentes da CAPES.

Por tratar-se de medida nova, a portaria gerou dúvidas sobre como aplicá-la, pelo que o Prof. Jorge Guimarães, Presidente da CAPES, fez vários esclarecimentos no site da CAPES (Entrevista esclarece dúvidas sobre acúmulo de bolsas e atividades remuneradas), publicada por Assessoria de Imprensa da Capes (22/07/2010). O texto completo da entrevista pode ser visto no site da CAPES e abaixo colocamos alguns aspectos:

“1. O que motivou a Capes e o CNPq a mudar a orientação sobre acúmulo de bolsa com atividade remunerada?
… ao longo dos anos, muitas exceções foram sendo feitas, em função de razões que justificavam uma situação de permissão de estudante de pós-graduação com vínculo empregatício de terem a bolsa. Por exemplo, por deslocamento para uma distância muito grande.... Outra excepcionalidade: estudantes, que por alguma razão têm possibilidade de atuar como professor numa universidade privada ou pública, ou no ensino médio, e teriam que abrir mão da bolsa para conseguir um vínculo empregatício formal, com carteira assinada. Com esta portaria, esse acúmulo será possibilitado. Isso é bom para todo o sistema e para as instituições que têm regras para ter um número mínimo de docentes com titulação, e para os estudantes...

2. Qual a expectativa da Capes com a possibilidade do bolsista ter atividade remunerada?
Nosso principal alvo são as áreas tecnológicas, sobretudo as engenharias e a computação, uma parte da saúde, para áreas de serviços de saúde, e, sobretudo, a educação, especialmente a educação básica, embora, a portaria permita o acúmulo aos estudantes de todas as áreas, desde que a atividade remunerada seja na área de formação.

3. Com a portaria todos os bolsistas poderão ter vínculo empregatício?
Poderão. Todos os bolsistas poderão ter vínculo empregatício desde que atendidas as exigências que estão na portaria, ou seja, autorização do orientador, além de atender ao item que trata de assinalar essa condição no Cadastro de Discente e que, naturalmente, não afete o desempenho do aluno e seja uma área compatível com a sua formação. Por exemplo, se uma pessoa está fazendo um mestrado ou doutorado em licenciatura em ciências, ou filosofia, ou língua portuguesa, ou em matemática, que a sua vinculação profissional seja relativa à área de estudo. Esta é uma exigência da portaria

5. E se o orientador permitir e a coordenação do curso ou a instituição não permitir, a quem caberá a decisão final?
A instituição poderá decidir isso. Ela tem autonomia para decidir. Mas nós não gostaríamos que (essa decisão) fosse uniforme, ou dentro do curso como um todo, ou dentro da instituição como um todo.
...

10. O fato de a pessoa possuir vínculo pode ser utilizado no critério de seleção para bolsas?
Não. Não pode e nem deve. A seleção é por mérito. O que vale na seleção é o mérito do candidato.

11. As pessoas que tiveram a possibilidade de ter bolsa e abriram mão por terem vínculo, com a nova portaria, poderão reivindicar a bolsa?
Não. Isso não está previsto, porque, como eu disse, isso é para o futuro. Este caso cairia naquela regra de que todos poderão ter bolsa e não há essa perspectiva no sistema. Mas se o curso tiver quota de bolsa não utilizada, poderá concedê-la nesse caso.

12. Alunos de programas como Demanda Social, que há regulamento específico no qual impede o acúmulo de bolsa, poderão ser contemplados com a nova portaria?

Sim. Preferencialmente os futuros e, eventualmente, algum que estava em alguma situação particular, como afastamento sem remuneração e com bolsa. Mesmo assim, serão poucos casos e será necessária a autorização do orientador. Este é um projeto mais voltado para os futuros bolsistas.”

Como resultado da aplicação da portaria, é de se esperar um aumento importante de solicitações de bolsas em diversos cursos de áreas em que há oferta de empregos para pessoal sem titulação de pós-graduação. O fato de várias universidades admitirem mestres como docentes provavelmente também representará uma maior demanda por bolsas de doutorado. Considerando que a concessão de bolsas pelas agências públicas não crescerá na mesma proporção, haverá uma maior pressão sobre as comissões de bolsas nos programas de pós-graduação. Os critérios a serem adotados devem ser repensados, discutidos amplamente com o corpo discente e docente dos cursos para reduzir a tensão prevista.

Foto do Prof. Jorge Guimarães do site da CAPES.

domingo, 18 de julho de 2010

Bolsas de pós-doutorado no NIH, Programa CAPES/NIH

Foi lançado no dia 05 de julho o Programa CAPES/NIH que aceitará inscrições de 05 de julho a 18 agosto de 2010.
A parceria entre a Capes e o National Institutes of Health (NIH), por intermédio da iniciativa denominada Research Career Transition Award, objetiva incentivar a pesquisa científica de excelência na área médica e biomédica e o empenho mútuo na educação e formação da próxima geração de cientistas brasileiros e norte-americanos. O NIH é uma agência vinculada ao Department of Health and Human Services dos Estados Unidos, desempenhando um papel altamente relevante em ações de apoio a descobertas científicas que estimulem o progresso na área de saúde.
O Programa Capes/NIH tem seu foco central na mobilidade de estudantes de pós-doutorado sob a perspectiva de proporcionar o acesso de jovens pesquisadores a uma formação científica de alto nível e garantir-lhes as devidas condições para o prosseguimento em uma carreira independente de pesquisa. Além disso, tem como objetivo construir colaborações de longo prazo, assegurar o retorno dos pesquisadores ao Brasil após a formação e estimular a publicação conjunta das descobertas das pesquisas.
As candidaturas devem ser apresentadas: 
  • individualmente por doutor brasileiro, cujo título tenha sido obtido há pelo menos 5 (cinco) anos. 
  • A proposta deve incluir, entre outros requisitos, um projeto de pesquisa já aceito por um dos institutos do NIH. 
O processo seletivo é composto de 3 (três) etapas: 
  • análise documental e de mérito, 
  • priorização e 
  • seleção final pela CAPES, mediante apresentação de proposta de apoio de tutor do NIH. 
As atividades do Programa estão estruturadas em duas fases, consistindo a primeira de 2 (dois) a 3 (três) anos de treinamento no NIH e a segunda de 2 (dois) a 3 (três) anos de pesquisa ou atuação docente junto a universidade ou instituto de pesquisa no Brasil.
BENEFÍCIOS
  • Bolsa mensal
  • Auxílio instalação
  • Auxílio deslocamento
  • Seguro saúde
  • Apoio institucional do NIH
Inscrições:
De 05 de julho a 18 agosto de 2010
Veja na página da CAPES (aqui)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Prêmio CAPES de teses


Quase encerradas as inscrições para os Prêmios Capes para Teses defendidas em 2008.
O Prêmio Capes de Tese e o Grande Prêmio Capes de Tese foram instituídos no ano de 2005, com o objetivo de outorgar distinção às melhores teses de doutorado defendidas e aprovadas nos cursos reconhecidos pelo MEC, considerando os quesitos originalidade e qualidade.

O Prêmio Capes de Tese é outorgado para a melhor tese selecionada em cada uma das áreas do conhecimento que tem um coordenador de área nomeado pela CAPES, a ela se agregando eventuais subáreas cuja avaliação esteja sob sua responsabilidade. O Prêmio consistirá em:

I - certificado, medalha e bolsa de pós-doutorado nacional de um ano, para o autor da tese;
II - auxílio equivalente a uma participação em congresso nacional, para o orientador, ou igual soma de recursos aplicável no custeio de projeto aprovado pela CAPES, segundo as normas de seus programas regulares; no caso de haver mais de um orientador, o auxílio será dividido entre as partes;
III - distinção a ser outorgada ao programa em que foi defendida a tese;
IV - certificado a ser outorgado a eventual(is) co-orientador(es) da tese.

O Grande Prêmio CAPES de Tese é outorgado para a melhor tese selecionada nos grupo de grandes áreas: 1- Ciências Biológicas, Ciências da Saúde e Ciências Agrárias; 2- Engenharias e Ciências Exatas e da Terra; e, 3- Ciências Humanas, Lingüística, Letras e Artes e Ciências Sociais Aplicadas, bem como na área de Ensino de Ciências. Os vencedores são agraciados com:

I - certificado, medalha e bolsa de pós-doutorado internacional de um ano, para o autor da tese;
II - auxílio equivalente a uma participação em congresso internacional, para o orientador, ou igual soma de recursos aplicável no custeio de projeto aprovado pela CAPES, segundo as normas de seus programas regulares; no caso de haver mais de um orientador, o auxílio será dividido entre as partes;
III - distinção a ser outorgada ao programa em que foi defendida a tese.
IV - certificado a ser outorgado a eventual (is) co-orientador (es) da tese.

Acesse o Formulário de Inscrição do Prêmio Capes de Teses 2009.

Veja aqui quais foram as teses premiadas em 2008:

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O novo Qualis e as revistas brasileiras

A CAPES promoveu uma alteração nos critérios de classificação no Qualis que tem gerado resistência e crítica. O ponto central da discórdia parece ser o efeito dos novos critérios sobre o futuro das revistas científicas brasileiras. Creio que seria muito oportuno que a CAPES e o CNPq, como grandes financiadores das revistas nacionais, promovessem a discussão sobre os nossos periódicos: porque e para onde?

Embora já tenhamos divulgamos algo sobre a resistência ao novo Qualis, voltamos ao tema devido ao forte editorial do Prof. Maurício Rocha-e-Silva, intitulado “O Novo Qualis, que não tem nada a ver com a ciência do Brasil: carta aberta ao presidente da CAPES”. Para quem não sabe (e ainda os há): “Qualis é definido pela CAPES como uma lista de veículos utilizados para a divulgação da produção intelectual dos programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado). Até recentemente estes veículos eram classificados quanto ao âmbito de circulação (Local, Nacional, Internacional) e quanto à qualidade (A, B, C), para cada área de avaliação. Serve para fundamentar o processo de avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação da CAPES.”

Em junho divulgamos no blog um artigo do Pesquisa FAPESP sobre a discórdia no Qualis. Os Profs. Jailson Andrade e Fernando Galembek publicaram um editorial na Química Nova com o título “Qualis quo vadis?” onde relatam que o novo sistema Qualis foi rejeitado pela comunidade de química "O Fórum de Pós-Graduação, ..., considerou inadequada a nova proposta para o Qualis e refuta os valores percentuais de 20 e 50% para os estratos A1 + A2 e A1 + A2 + B1, respectivamente. A aplicação desses percentuais faz com que vários periódicos importantes sejam excluídos dos estratos superiores, afetando diferentes subáreas tradicionais e de importância histórica e estratégica para a pesquisa em Química no Brasil, pois em alguns casos não existem periódicos que atingem tais fatores de impacto. Além disso, impedem que publicações como o Journal of the Brazilian Chemical Society, a Química Nova e os Anais da Academia Brasileira de Ciências reflitam seu importante papel como suporte para a divulgação dos trabalhos científicos na área de Química no país e no exterior. É de extrema importância levar em consideração o papel estratégico que esses periódicos representam para a inserção da pesquisa no cenário nacional e internacional". Em resumo, os avaliados, que contribuem diuturnamente para o aperfeiçoamento do sistema e realmente fazem a pesquisa e a pós-graduação refutam o Qualis divulgado!. “Leia o texto integral.

O Prof. Maurício Rocha-e-Silva publicou em janeiro um editorial na revista Clinics com o título “Qualis ou a tragédia anunciada”. O Prof. Rocha-e-Silva reconhece que o Qualis “foi de grande importância como primeira medida de qualidade do produto da pós-graduação. Praticamente todos concordam que ela já esgotou seu ciclo de validade e deve ser substituída” mas ele discorda dos critérios adotados e dos seus efeitos. Entre os efeitos um ao qual dá destaque especial é aquele relacionado ao efeito sobre as revistas científicas brasileiras: “Finalmente uma palavra a respeito dos periódicos brasileiros. Para marcianos que ainda nem desembarcaram, o Brasil é um país do quarteto BRIC, ou do sexteto BRICKT (BRIC mais Korea e Turquia). A ciência nestes países cresce mais depressa que no primeiro mundo, muito mais depressa que no resto do terceiro mundo. Todos estes países (Brasil inclusive) têm políticas oficiais agressivas de fomento aos periódicos nacionais, por entenderem que periódico autóctone de alta qualidade é imperativo de soberania e segurança. Por outro lado é fato bem conhecido que periódicos do terceiro mundo tem um viés negativo para captação de citações. Não sou ingênuo a ponto de crer que os periódicos BRICKT publicam ciência equivalente à do primeiro mundo: o que publicamos é inferior ao que aparece nos periódicos "lá de cima"! Mas isso não exclui a existência de viés: a diferença de citação é maior que a diferença de qualidade.

Em agosto, o Prof. Rocha-e-Silva volta à carga com um editorial bem mais virulento “O Novo Qualis, que não tem nada a ver com a ciência do Brasil: carta aberta ao presidente da CAPES” no qual retoma alguns pontos com mais acidez: “O quarto problema diz respeito aos periódicos brasileiros. Aqui, o esnobismo dos numerólogos se junta a certo saudosismo brega pela moda chique do século passado. Os ilustres Senhores aprenderam etiqueta de publicação nos anos 60-80 com seus maiores (como eu aprendi com o velho Mauricio!): publicar em periódico brasileiro era burrice e vergonha! Ninguém lia, ninguém tinha acesso, etc, etc. Mas parece que os tipos nem perceberam que já estamos no Século XXI. E aqui também, Jorge, aqui na ciência, a moda chique começa a mudar: nestes primeiros nove anos, os downloads de artigos da coleção SciELO saltaram de menos de meio milhão para quase 100 milhões/ano. É isso mesmo: somos hoje duzentas vezes (vinte mil por cento!) mais lidos que em 2000! Não me entenda mal, meu amigo! Não estou querendo dizer que ao sul do Trópico de Câncer se publica ciência tão boa quanto ao norte. Mas essa diferença, que é real, não exclui a existência de viez anti-periódicos-terceiromundistas. Este viez define-se em poucas palavras: a diferença de impacto é muito maior que a diferença de qualidade. Traduzindo para o óbvio ululante: se um autor puder escolher entre citar artigos de qualidade semelhante, um o New England Journal, outro do Brazilian Journal, geralmente vai preferir o primeiro. Vale para autores do mundo inteiro, inclusive para brasileiros.”

Bem, o ponto crítico nestas críticas, vindas de editores de revistas brasileiras, é sempre o impacto que o novo Qualis terá sobre o futuro das nossas publicações. Ou seja, o ponto a merecer uma discussão mais profunda é a necessidade e o papel de revistas científicas brasileiras. Se a CAPES e o CNPq motivarem a discussão, certamente diversas outras instituições, como o Scielo, o maior portal de revistas brasileiras, a FAPESP e as sociedade científicas terão interesse em participar.

Ilustração.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Últimos dias para inscrição Plano de Pós-Doutorado

Do site da CAPES

Interessados em participar da edição 2009 do Plano Nacional de Pós-Doutorado (PNPD) têm até o dia 10 de julho para inscrições. O edital do PNPD, instituído pelo Ministério da Educação (MEC), por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), tem como objetivo de selecionar pesquisas de doutores recém-formados em áreas estratégicas inseridas na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP).

O plano é um programa estratégico para garantir a incorporação de pesquisadores altamente qualificados na atividade econômica brasileira, uma das ações da PDP, que retoma a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE) e a Lei de Inovação.

Programas de pós-graduação reconhecidos pela Capes e vinculados a instituições de ensino superior (IES), centros ou institutos de pesquisa e empresas de base tecnológica poderão encaminhar projetos de pesquisa que visem ao ingresso de recém-doutores.

Os projetos devem atender a, no mínimo, um dos seguintes princípios norteadores: estar relacionados à inovação e ao incremento da cooperação científica com empresas; objetivar a formação de recursos humanos em projetos de inovação ou treinamento em áreas tecnológicas; resultar em aumento da competitividade das empresas de base tecnológica, em consonância com a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP); aumentar qualitativa e quantitativamente o desempenho científico e tecnológico do país; apoiar grupos de pesquisa qualificados para dar suporte à competitividade internacional da pesquisa brasileira; contemplar a inovação, ter relevância regional ou estar inserido em uma política de desenvolvimento local; e, resultar em adensamento tecnológico e dinamização de cadeias produtivas.

O investimento da Capes/Finep previsto neste edital é de R$ 17,1 milhões. Cada projeto poderá ter até três bolsistas. Os itens financiáveis são: bolsa mensal de R$ 3,3 mil e R$ 12 mil anuais, por bolsista, para compra de material de custeio. Os projetos apoiados pelo Edital PNPD/2009 terão duração de até 60 meses. A seleção, implementação e gerenciamento dos projetos serão realizadas pela Capes.

Informações adicionais podem ser obtidas pelo e-mail pnpd_inscricao2009@capes.gov.br .

sábado, 20 de junho de 2009

“Razões do avanço”

Artigo de Jorge Guimarães

“O anúncio do significativo crescimento da produção científica brasileira tem razões e justificativas próprias, embora nem sempre bem conhecidas ou avaliadas. Para qualquer país, a sua produção científica torna-se visível pela publicação de artigos originais nas melhores revistas i nternacionais.

...

Entre 2005 e 2008, o ISI indexou ou reindexou mais 60 periódicos brasileiros. Só em 2008 o ISI incorporou mais 1.228 revistas. Para 2009 haverá incorporação de mais 30 revistas do nosso país. É ainda um número modesto para dar maior visibilidade à ciência brasileira, já que, em muitas áreas, como parasitologia, medicina tropical, bioenergia, entre outras, estamos entre o segundo e o quinto lugar no mundo.” Leia mais.


Ilustração: Share of the number of scientific papers published in major scientific journals by country

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Qualis: a escala da discórdia

Veja o texto de Fabrício Marques na Pesquisa FAPESP (Junho 2009) :

“Setores da comunidade científica receberam com críticas as mudanças no Sistema Qualis, ferramenta usada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para classificar os periódicos nos quais os programas de pós-graduação publicam sua produção científica. Enquanto o sistema de categorização anterior dividia os veículos segundo sua circulação (local, nacional e internacional) e a sua qualidade (A, B, C), a nova escala é formada por oito estratos (A1, A2, B1 a B5 e C). O estrato C tem peso zero. A avaliação da qualidade da produção passa a ser medida primordialmente pelo fator de impacto (FI) dos periódicos, independentemente do âmbito da sua circulação. O FI, utilizado como ferramenta de avaliação desde os anos 1960, busca medir o impacto científico de uma publicação levando em conta o índice de citação dos trabalhos publicados em outros artigos. “ Leia mais.

Ilustração: WORLDMAPPER SCIENTIFIC RESEARCH MAP

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Programa de pós-doutorado em saúde humana

Com o objetivo de fomentar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação em áreas estratégicas, a cada ano, serão concedidos até 30 auxílios financeiros pelo Ministério da Saúde (MS), oriundos do Fundo Nacional de Saúde, no valor máximo de R$ 100 mil no 1º ano e R$ 50 mil nos quatro anos subsequentes, por projeto de pesquisa.


Também serão concedidas 30 bolsas de pós-doutorado, para o período de execução do projeto, com recursos oriundos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).


A iniciativa, parte do Programa de Estágios Pós-Doutorais em Saúde Humana - Pós-Doc SUS -, terá a vigência de cinco anos e será destinada a jovens doutores de grupos de excelência, selecionados por meio de chamadas públicas anuais.


Os temas de investigação serão definidos pelo Ministério da Saúde, em conformidade com as prioridades definidas na Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde e no Programa Mais Saúde, componentes do Programa de Aceleração do Crescimento.


Por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit), da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, o MS investirá R$ 45 milhões nos projetos apresentados e o MEC, por meio da Capes, investirá cerca de R$ 30 milhões em bolsas para os pesquisadores ao longo dos nove anos, pois as bolsas aprovadas no edital de 2013 - último ano previsto para o programa - terão vigência até 2017.


Em 2009, no edital com previsão de lançamento em maio, as linhas de pesquisa serão: pesquisa biomédica, pesquisa em saúde coletiva e desenvolvimento de produtos industriais em saúde. O edital poderá ser encontrado na página da Capes e do Decit.


Termo de cooperação e assistência técnica


Lançado em abril de 2009, o Programa de Estágios Pós-Doutorais em Saúde Humana - Pós-Doc SUS - é resultado do Termo de Cooperação Técnica firmado entre o MS e o MEC, em 29 de maio de 2008, com o intuito de desenvolver ações de capacitação de recursos humanos.


A expectativa é que, de acordo com prioridades do SUS, o acordo contribua para a formação de pesquisadores no campo da ciência, tecnologia e inovação em saúde e para a consolidação de cursos, programas e estratégias de educação na área da saúde.

(Informações da Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde)