quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Índice Big Mac

Quanto tempo você tem de trabalhar para comprar um Big Mac? Esta pergunta, com algumas variações, tem sido usada como forma de divulgação do poder de compra relativo.

A The Economist divulgou, em 20 de agosto, o novo relatório da UBS com o cálculo de quanto tempo um trabalhador médio precisa utilizar, em 73 cidades, para comprar um Big Mac (veja na figura acima).

Em Chicago, 12 minutos de trabalho equivalem ao preço de 1 Big Mac. Em São Paulo são necessários 40 minutos de trabalho para comprar o mesmo sanduíche, um pouco acima da média das 73 cidades. Os trabalhadores da cidade do México necessitam trabalhar mais de 2 horas para efetuar a mesma compra.

Este é um exemplo de que, às vezes, um salário ruim protege a saúde, mas não deve servir de bandeira para menores salários. A melhor combinação ainda é bons salários e dieta mediterrânea, com vinho, chocolate e café.


GoPubMed. O Res Mirabilis!

Na semana passada havia recebido uma mensagem de Edecio indicando o site GoPubMed, que merece a designação de “O res mirabilis!”. Olhei rapidamente, mas estava num período muito atribulado e não consegui explorá-lo suficientemente.

Felizmente, recebi uma mensagem de Samuel indicando o mesmo site:

“Veja o site www.gopubmed.org. Quem me passou a dica foi o Morel, o site é sensacional. Você consegue fazer rapidamente um levantamento de publicações mas com a vantagem de poder avaliá-las (e aos autores) pelas redes que conseguem formar.”

Realmente é muito bom.”

Além de fornecer a lista de trabalhos, como faz o PubMed, o GoPubMed apresenta outros dados. O mais interessante, para mim, foram as estatísticas.

domingo, 23 de agosto de 2009

+ de 20 anos sem Raul Seixas

Post de Sergio Arruda

Raul Seixas, baiano, considerado maluco beleza e pioneiro do rock no Brasil. Nasceu em 28 de Junho de 1945 e viveu fora do seu tempo e das influências da bossa nova e MPB. Depois de 20 anos de sua morte suas músicas ainda são atuais. Iniciou compondo músicas para a jovem guarda, mas se rebelou e começou a cantar. Foi no Festival Internacional da canção, em 1972, que apareceu e cantou a música Let me Sing. Com a música “ouro de tolo” fez deboche da ditadura, mas com sociedade alternativa que acabou sendo preso torturado e expulso do país. Seu disco Gitâ ganhou o disco de ouro com 600.000 cópias vendidas. Leia mais.

São frases do Raul;

- A desobediência é uma virtude necessária à CRIATIVIDADE.

- Pare o mundo que eu quero descer


Mas as frases mais citadas fazem parte da letra da música “Metamorfose Ambulante”

Prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Eu quero dizer

Agora, o oposto do que eu disse antes

Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante


Veja vídeos com algumas das suas músicas mais ouvidas

Nasci ha 10 mil anos atrás

Trem das 7

Tente outra vez

How I could know

Morning train

Eu também vou reclamar


Ilustração: Capa do primeiro disco de Raul, na época Raulzito.

Dificuldade de importação para pesquisa no Brasil, por Fernando Cunha


Fernando Cunha, um dos maiores pesquisadores em farmacologia do país, continua sua campanha pela facilitação das importações para pesquisa no Brasil. Este tema tem aparecido com alguma frequencia neste blog, já noticiamos o esforço da Academia Brasileira de Ciências para elaborar documento com contribuições da comunidade científica e também o anuncio de medidas neste sentido pelo Ministro Sergio Rezende, na reunião da SBPC. Veja a mensagem recente de Fernando sobre problema enfrentado e abaixo o seu documento sobre o assunto em 2008.

Caros colegas e autoridades,

No ano passado o Senhor Presidente da República em uma cerimônia cientifica fez um importante pronunciamento informando a comunidade científica que a partir daquela data haveria modificações de Procedimentos na Receita Federal e Órgãos Reguladores e Sanitários com o objetivo de tratar as importações de insumos e equipamentos para pesquisa científica de maneira prioritária, ou seja, em canais diferenciados. Dias após o pronunciamento enviei as agências de fomento, órgãos reguladores e sociedades científicas um documento (abaixo) com algumas sugestões, que em minha opinião, contribuiriam para atender o pronunciamento do Sr. Presidente. Isto já faz mais de um ano.

Nesta semana, o chefe da Unidade de Vetor/Biologia Molecular do National Institute of Health (NIH-USA), Dr. Jesus Valenzuela me enviou uma proteína de glândula salivar de Lutzomyia longipalpis. A proteína foi enviada porque temos uma colaboração com a Unidade de Vetor/Biologia Molecular – NIH cujo objetivo é desenvolver novos antiinflamatórios a partir da Saliva de Insetos Vetores, entre eles a partir da Saliva de Flebotomíneos. A proteína enviada será administrada em animais de experimentação com artrite experimental. O material foi enviado por FEDEX como doação, sendo declarado para efeitos legais que o valor era $ 5.00. O que aconteceu? O material está preso na divisão da ANVISA do Aeroporto de Campinas. Tentei falar com a chefa da divisão por telefone e mesmo me identificando, fui informado foi que ela não conversa por telefone, e que eu poderia me deslocar até Campinas para ser atendido. O pessoal do FEDEX me informou que tenho que pagar uma guia de recolhimento da união (GRU), completar uma declaração de uso e finalidade e o capítulo XIX, assinar, reconhecer firma no cartório para, assim, a proteína ser liberada (ou não?) pela ANVISA. Certamente estou providenciando o solicitado e com sorte em alguns meses terei condições de tratar meus animais e dar seqüência ao projeto.

Descrevo o ocorrido para nos lembramos da importância de encontramos instrumentos legais para que realmente insumos para pesquisa sejam tratados em canais diferenciados.

Atenciosamente

Fernando Cunha

Professor Titular, Departamento de Farmacologia, FMRP.


Documento de Fernando Cunha em 2008.

Inicialmente gostaria de ressaltar que a nova legislação reduzindo os prazos de liberação de insumos para pesquisa foi um importante ganho para o desenvolvimento científico do Brasil.

Necessitamos agora avançar em outros pontos.

  1. A pesquisa para ser competitiva necessita de agilidade. Assim temos que encontrar maneiras para que quando os pesquisadores chegarem do exterior com reagentes lá comprados ou que foram doados pelos colaboradores estrangeiros possam entrar sem problemas. Hoje apesar de comprovarmos que somos pesquisadores do CNPq e docentes nas Universidades não podemos entrar com os famosos "tubinhos e vidrinhos" que trazemos nos bolsos e malas. Isto ocorre mesmo tendo as invoices e/ou cartas informando que os reagentes são doações. Isto vale também quando um colaborador envia um reagente especifico. O envio de uma amostra é tratado como importação, exigindo um conjunto enorme de documentos, sendo que a maioria deles nossos colaboradores não tem como consegui-los. ASPECTOS SÃO MUITO IMPORTANTES.
  1. Comprar pelo cartão de crédito e solicitar que a empresa envie por agente de carga, como ocorre no mundo todo. Em tese este procedimento encaixa no Importa Fácil, porém para utilizá-lo temos que usar os correios oficiais do mundo. Ressalto que os correios oficiais normalmente não transportam material em gelo, ou seja, não podemos utilizar o Importa Fácil na maioria das vezes. ESTE PONTO É MUITO IMPORTANTE, SEM ELE CONTINUAREMOS PERDENDO SEMPRE!
  2. Enviar material para o exterior para realização de dosagens e ou analises específicas pelos nossos colaboradores. Hoje temos que tratar isto como exportação, o que significa semanas e semanas tentado conseguir as guias necessárias.
    4. Importação de animais de experimentação. Quanto se trata se animais geneticamente modificados os processos são ainda mais penosos. Na maioria das vezes os animais geneticamente modificados são doações de colaboradores que não estão dispostos a se submeterem às burocracias visando à obtenção dos certificados oficiais emitidos pelos órgãos públicos correspondentes ao nosso Ministério da Agricultura. Penso que certificados emitidos por Universidades idôneas e/ou empresas (Jax-mice e Charles River por exemplo) que produzem os animais poderiam ser aceitos, como ocorre no mundo todo. Além dos documentos oficiais é exigida a autenticação dos mesmos nos consulados brasileiros. Isto não é entendido pelos colaboradores e/ou companhias que vendem animais.
  3. Importação de material radioativo. Também necessitamos encontrar maneiras para agilizar as importações.

Estas são nossas sugestões específicas. Vamos trabalhar para aperfeiçoar nossa legislação.

Atenciosamente

Fernando Cunha

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Um chocolate vale mais que R$ 80 milhões

Você pagaria R$ 80 milhões por um chocolate ao dia?

É difícil imaginar que alguém fizesse isto, mesmo que esperasse viver mais de cem anos e o chocolate fosse um Godiva. Mas os leitores deste blog parecem inclinados a tanto.

A notícia sobre as vantagens do chocolate para a saúde foi visitado 71 vezes e recebeu 9 comentários. A notícia da economia de R$ 80 milhões pela Câmara dos Deputados repassada ao Ministério da Educação não recebeu qualquer comentário (nem de surpresa) nas meras 15 visitas recebidas.

Observando um blog se aprende um tanto sobre o interesse humano.