terça-feira, 1 de maio de 2012
domingo, 4 de dezembro de 2011
Preocupação com a liberdade de pesquisa
Soube deste blog Em defesa da liberdade de pesquisa (aqui)
através do Twitter e não tinha conhecimento do caso.
alguém sabe maiores detalhes do que se passou?
"TERÇA-FEIRA, 29 DE NOVEMBRO DE 2011
Em defesa da liberdade de pesquisa
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Projetos para promover a integração entre a indústria e o SUS terão R$ 10 milhões
Segmento Farmacêutico: Destinação Terapêutica ou Rota de Produção de Medicamento e/ou Fármaco;
Segmento de Dispositivos médicos e Dispositivos em geral de apoio a saúde.
Prazo:
8 de novembro
Texto na página do CNPq:
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Sobre a necessidade de integrar ensino, pesquisa e os serviços de saúde
Um interessante artigo no Lancet, de 13-19 de março, intitulado The role of academic health science systems in the transformation of medicine (doi:10.1016/S0140-6736(09)61082-5), discute a necessidade de integração entre ensino, pesquisa e os serviços de saúde no sentido de melhorar o atendimento de saúde da população.
A integração da rede hospitalar do SUS com o ensino médico é outro aspecto que tem apresentado avanços. Várias escolas médicas, incluindo a Faculdade de Medicina da Bahia, têm transformado os seus currículos para uma integração do ensino médico com os serviço de saúde desde o início do curso médico.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Como motivar um grupo de pesquisa
Pouca coisa de nova ou importante. Conclusão: Buena intención, pobre resultado.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Consulta pública para IDÉIAS de pesquisa clínica.
- The need for inclusion of high priority special populations in this research and related challenges.
- Key requirements for capacity at clinical research sites working in the area of TB prevention and treatment, including physical infrastructure, pharmacy needs, qualifications of personnel, linkages with local TB Control Programs, access to available populations, and experience with TB and TB/HIV clinical research that will be needed to implement short term research objectives in TB. Globally, please address the most important regions that should be considered for inclusion in these clinical research activities.
- Types of local, regional, or central clinical laboratory capabilities required to implement short term TB clinical research opportunities in the context of local endemic settings, and in collaboration with national or private TB and/or HIV/TB control programs.
- Partnerships and collaborations that would contribute to achieving the highest priority goals for TB clinical research that can be initiated within this time frame.”
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Gates Foundation estimula jovens investigadores

As aprovações de projetos pela Gates Foundation, além da preferencia pelas idéias mais inovadoras, indicada na chamada, mostra também um claro estímulo aos pesquisadores jovens. O artigo How Bill Gates is turning the tables in favour of young researchers do Eureka Zone do Times on line chamou a atenção para esta tendência.
O texto é ilustrado por um gráfico que demonstra a maior taxa de aprovação por pesquisadores mais jovens.
Veja abaixo alguns dos projeos aprovados, e publicados na matéria do Times. A lista completa por ser vista no site do Grand Challenges.
“Andrew Fung of University of California, Los Angeles: develop chewing gum that can detect malaria biomarkers in saliva. Simple means of identifying malaria sufferers through act of chewing by picking up traces of antigens produced in reaction to the disease, which can permeate through to body fluids other than blood.
Ranjan Nanda of the International Centre for Genetic Engineering & Biotechnology in India: create a handheld “electronic nose” that analyzes breath samples to diagnose tuberculosis. Using evidence of animals being able to smell tuberculosis, and anecdotal reports of smell changes in clinics, as starting point for developing means of detecting key volatile compounds that signal disease.
Udantha Abeyratne of the University of Queensland in Australia: Use mobile phones to diagnose pneumonia. Devise means of using mobile phones and mp3 players to identify pneumonia cases with a sophisticated acoustic analysis of recorded cough sounds and breathing patterns.
Margaret Njoroge of Med Biotech Laboratories in Uganda: develop a vaccine that mothers pass on to babies. Use an intranasal vaccine designed to induce antibodies against malaria in breast milk and confer immunity on to their babies when they are suckled
Steven Maranz of Weill Cornell Medical College in New York: test the ability of chocolate compound to keep malaria at bay. Develop popular means of enhancing action of drugs with use of the compound flavonol, found in chocolate, to stimulate the immune system”
Ilustração do site da Gates Foundation
sábado, 10 de outubro de 2009
S.Francisco Conde e edital Pró-Saúde

A Prefeitura de São Francisco do Conde deu uma demonstração de reconhecer a importância da ciência na saúde da população. O lançamento do Edital 026/2009 – Pró-Saúde São Francisco do Conde pela FAPESB resulta do investimento, pela Prefeitura, de R$ 2.050.000,00 “em pesquisa que auxiliará no enfrentamento dos desafios que acometem a saúde da população do município, majoritariamente negra.”
Trata-se uma iniciativa que deve ser valorizada, pois o financiamento à pesquisa terá refexos positivos sobre vários aspectos da vida social. Os projetos podem ser em diferentes áreas da saúde, mas tem três aspectos ressaltados: projetos na área determinantes sociais de saúde, saude ambiental e relativos aos problemas que acometem a população negra.
Veja o Edital completo.
Divulgo abaixo trechos da mensagem de Marília Fontoura (Secretária de Saúde) e Marivaldo do Amaral (Secretário de Governo) de São Francisco do Conde:
“Esta iniciativa está em consonância com uma concepção de Gestão Pública centrada nas políticas afirmativas. Numa cidade onde 95% da sua população é negra, as políticas afirmativas não devem passar despercebidas, pois, seguramente, a cidade não alcançará o desenvolvimento sustentável e a respectiva emancipação do seu povo, se continuar norteada por uma leitura eurocentrica do mundo. O objetivo é começar um ciclo diferente no município. Estamos apenas começando!
Esperamos que vcs ajudem na divulgaçao deste edital. A secretaria de saúde do municipio está preparando uma analise da situaçao de saúde do municipio para disponibilizar no site do municipio, ou enviar pra quem solicitar através do email marilia.fontoura@gmail.com. Além disso temos os tres primeiros relatórios de gestão de 2009, os quais poderão ajudar aos que se interessem em apresentar projetos. A Secretaria Municipal de Saude também coloca todo seu quadro de pessoal a disposiçao para ajudar nos estudos e pesquisas. Obviamente que todas as secretarias e orgãos do municipio se colocam a disposição para disponibilizar dados e informaçoes.
Ajudem São Francisco a conhecer melhor os problemas de sua populaçao e a desenvolver politicas públicas voltadas para o equacionamento de seus problemas... Divulguem!”
domingo, 23 de agosto de 2009
Dificuldade de importação para pesquisa no Brasil, por Fernando Cunha

Fernando Cunha, um dos maiores pesquisadores em farmacologia do país, continua sua campanha pela facilitação das importações para pesquisa no Brasil. Este tema tem aparecido com alguma frequencia neste blog, já noticiamos o esforço da Academia Brasileira de Ciências para elaborar documento com contribuições da comunidade científica e também o anuncio de medidas neste sentido pelo Ministro Sergio Rezende, na reunião da SBPC. Veja a mensagem recente de Fernando sobre problema enfrentado e abaixo o seu documento sobre o assunto em 2008.
Caros colegas e autoridades,
No ano passado o Senhor Presidente da República em uma cerimônia cientifica fez um importante pronunciamento informando a comunidade científica que a partir daquela data haveria modificações de Procedimentos na Receita Federal e Órgãos Reguladores e Sanitários com o objetivo de tratar as importações de insumos e equipamentos para pesquisa científica de maneira prioritária, ou seja, em canais diferenciados. Dias após o pronunciamento enviei as agências de fomento, órgãos reguladores e sociedades científicas um documento (abaixo) com algumas sugestões, que em minha opinião, contribuiriam para atender o pronunciamento do Sr. Presidente. Isto já faz mais de um ano.
Nesta semana, o chefe da Unidade de Vetor/Biologia Molecular do National Institute of Health (NIH-USA), Dr. Jesus Valenzuela me enviou uma proteína de glândula salivar de Lutzomyia longipalpis. A proteína foi enviada porque temos uma colaboração com a Unidade de Vetor/Biologia Molecular – NIH cujo objetivo é desenvolver novos antiinflamatórios a partir da Saliva de Insetos Vetores, entre eles a partir da Saliva de Flebotomíneos. A proteína enviada será administrada em animais de experimentação com artrite experimental. O material foi enviado por FEDEX como doação, sendo declarado para efeitos legais que o valor era $ 5.00. O que aconteceu? O material está preso na divisão da ANVISA do Aeroporto de Campinas. Tentei falar com a chefa da divisão por telefone e mesmo me identificando, fui informado foi que ela não conversa por telefone, e que eu poderia me deslocar até Campinas para ser atendido. O pessoal do FEDEX me informou que tenho que pagar uma guia de recolhimento da união (GRU), completar uma declaração de uso e finalidade e o capítulo XIX, assinar, reconhecer firma no cartório para, assim, a proteína ser liberada (ou não?) pela ANVISA. Certamente estou providenciando o solicitado e com sorte em alguns meses terei condições de tratar meus animais e dar seqüência ao projeto.
Descrevo o ocorrido para nos lembramos da importância de encontramos instrumentos legais para que realmente insumos para pesquisa sejam tratados em canais diferenciados.
Atenciosamente
Fernando Cunha
Professor Titular, Departamento de Farmacologia, FMRP.
Documento de Fernando Cunha em 2008.
Inicialmente gostaria de ressaltar que a nova legislação reduzindo os prazos de liberação de insumos para pesquisa foi um importante ganho para o desenvolvimento científico do Brasil.
Necessitamos agora avançar em outros pontos.
- A pesquisa para ser competitiva necessita de agilidade. Assim temos que encontrar maneiras para que quando os pesquisadores chegarem do exterior com reagentes lá comprados ou que foram doados pelos colaboradores estrangeiros possam entrar sem problemas. Hoje apesar de comprovarmos que somos pesquisadores do CNPq e docentes nas Universidades não podemos entrar com os famosos "tubinhos e vidrinhos" que trazemos nos bolsos e malas. Isto ocorre mesmo tendo as invoices e/ou cartas informando que os reagentes são doações. Isto vale também quando um colaborador envia um reagente especifico. O envio de uma amostra é tratado como importação, exigindo um conjunto enorme de documentos, sendo que a maioria deles nossos colaboradores não tem como consegui-los. ASPECTOS SÃO MUITO IMPORTANTES.
- Comprar pelo cartão de crédito e solicitar que a empresa envie por agente de carga, como ocorre no mundo todo. Em tese este procedimento encaixa no Importa Fácil, porém para utilizá-lo temos que usar os correios oficiais do mundo. Ressalto que os correios oficiais normalmente não transportam material em gelo, ou seja, não podemos utilizar o Importa Fácil na maioria das vezes. ESTE PONTO É MUITO IMPORTANTE, SEM ELE CONTINUAREMOS PERDENDO SEMPRE!
- Enviar material para o exterior para realização de dosagens e ou analises específicas pelos nossos colaboradores. Hoje temos que tratar isto como exportação, o que significa semanas e semanas tentado conseguir as guias necessárias.
4. Importação de animais de experimentação. Quanto se trata se animais geneticamente modificados os processos são ainda mais penosos. Na maioria das vezes os animais geneticamente modificados são doações de colaboradores que não estão dispostos a se submeterem às burocracias visando à obtenção dos certificados oficiais emitidos pelos órgãos públicos correspondentes ao nosso Ministério da Agricultura. Penso que certificados emitidos por Universidades idôneas e/ou empresas (Jax-mice e Charles River por exemplo) que produzem os animais poderiam ser aceitos, como ocorre no mundo todo. Além dos documentos oficiais é exigida a autenticação dos mesmos nos consulados brasileiros. Isto não é entendido pelos colaboradores e/ou companhias que vendem animais. - Importação de material radioativo. Também necessitamos encontrar maneiras para agilizar as importações.
Estas são nossas sugestões específicas. Vamos trabalhar para aperfeiçoar nossa legislação.
Atenciosamente
Fernando Cunha
terça-feira, 9 de junho de 2009
Pesquisas óbvias, resultados inúteis?

Algumas pesquisas, confesso, não sei porque são feitas. Ou até posso imaginar porque, o que não entendo mesmo é quem as financia. Um primeiro aspecto é que praticamente não pode haver surpresa nos resultados. Ou seja, o resultado já é, ou deveria ser, sabido de antemão. O outro aspecto das pesquisas sem surpresa é o fato dos seus resultados serem irrelevantes. O resultado não influencia nem muda nada.
Um exemplo do primeiro caso, ou seja, a pesquisa cujo resultado é conhecido antes mesmo do início do estudo, pode ser ilustrado por um trabalho recente do International Journal of Epidemiology cujo título é “Population adiposity and climate change” (doi:10.1093/ije/dyp172) e chega à seguinte conclusão: “The maintenance of a healthy body mass index has important environmental benefits in terms of lower greenhouse gas emissions”. Você deve estar pensando que eu exagerei e que isto não era sabido antecipadamente. Na verdade o que os autores mostram mesmo é que os gordos comem mais e usam mais o automóvel. Como isto não tem muito charme, eles ligam este resultado ao efeito estufa pois os dois fatores (maior produção de alimentos e maior consumo de combustível) levam a maior emissão de CO2. Não é verdade que você sabia que os gordos comem mais e fazem menos exercício?
O exemplo de resultado que não muda nada vem do artigo An Intervention to Increase Social Support and Improve Performance publicado no Journal of Sport Psychology que conclui que indivíduos que são incentivados têm melhor desempenho nos esportes. Você acha que as torcidas deixariam de existir se o resultado fosse negativo??? Em todo caso, agora podemos torcer sabendo que isto tem um efeito.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Mudança na Universidade

Achei muito interessante o post abaixo do De Rerum Natura, Mudanças na universidade portuguesa de Desidério Murcho. Deixei o título acima sem a menção de portuguesa, porque creio que as mudanças previstas não são exclusivas de Portugal. Há reitores inovadores e admiradores do mercado em outras plagas. Merece leitura.
“O excelente artigo de Carlos Fiolhais sobre os problemas de financiamento das universidades portuguesas recebeu hoje mesmo uma resposta do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Professor Dr. Mariano Gago.
O novo plano de financiamento exige que as universidades despeçam a generalidade dos seus professores, não sem antes gravar as suas aulas em vídeo de alta definição, que será disponibilizado gratuitamente na Internet, numa parceria com o YouTube. Deste modo, o professor recebe apenas pelas aulas que efectivamente deu, mas não pela sua repetição, ano após ano. Os alunos podem assim assistir às aulas sem que o estado tenha de pagar os ordenados a tantos professores. A avaliação pode facilmente ser realizada pelos próprios alunos, num sistema democrático de auto-avaliação. Isto permite diminuir brutalmente os custos.
Quanto à investigação, o professor será pago apenas à peça. Cada professor pede financiamento ao grande público, usando uma plataforma Web desenvolvida em parceria com o Google. Se as pessoas tiverem curiosidade sobre os resultados da investigação, dão donativos. Se esses donativos não chegarem ao montante estabelecido pelo professor, este não realizará a sua investigação.
Alguns responsáveis sindicais protestaram já, temendo que o grande público não financie os professores, mas o Ministro garantiu que os professores que não tiverem o apoio popular poderão trabalhar na limpeza das universidades, pagos à semana. “Desse modo”, afirmou o Ministro, “elimina-se também o elitismo de os professores se recusarem a lavar sanitas. Afinal, se todos as usamos, por que razão não podemos todos lavá-las?”
Esta medida revolucionária de financiamento está a ser seguida atentamente por algumas das mais prestigiadas universidades do mundo, como o MIT, Harvard, Princeton e NYU. “A poupança prevista por este modelo de financiamento é inegável”, afirmou um responsável de Princeton. “E se realmente podemos ter o mesmo mais barato, por que haveremos de ter o mesmo mas mais caro?”
Ilustração: Biblioteca Universidade de Coimbra (não mudou, ainda....)
Rumo a vacinas mais eficientes Agencia FAPESP
Rumo a vacinas mais eficientes
Em dois estudos, equipe coordenada por brasileiro mapeia o desenvolvimento das células que acionam a produção de anticorpos e sugere nova estratégia de combate ao HIV
Ricardo Zorzetto
Edição Online - 22/04/2009
Pesquisa FAPESP -
© Gabriel Victora e Tanja Schwickert/Science
Nos últimos meses o grupo do imunologista brasileiro Michel Nussenzweig, da Universidade Rockefeller, em Nova York, avançou dois passos em direção ao desenvolvimento de vacinas mais eficientes. Anunciadas em dois artigos publicados na Science e na Nature, duas das mais prestigiosas revistas científicas do mundo, essas descobertas devem contribuir para uma nova forma de se produzir vacinas, que vem sendo chamada de concepção inteligente de vacinas: o uso de informações genéticas para obter compostos capazes de gerar defesas mais eficazes contra vírus, bactérias ou outros parasitas. “O desenho inteligente de vacinas é a forma de se pensar vacinas do século 21”, comenta Nussenzweig.
O mais recente desses avanços, apresentado na capa da edição de 17 de abril da Science, é a identificação de como surgem e se desenvolvem as células do sistema de defesa que detectam a invasão de microrganismos e acionam a produção de anticorpos, proteínas que neutralizam e ajudam a eliminar os agentes externos que infectam o organismo. Chamadas de dendríticas por apresentarem prolongamentos que lembram os ramos de uma árvore (déndron significa árvore em grego), essas células identificam os vírus, as bactérias e outros invasores e, com movimentos semelhantes aos dos braços de um polvo, os envolvem, engolem e destroem – mecanismo conhecido como fagocitose. Em seguida as células dendríticas expõem em sua própria superfície pedaços do invasor e os apresentam a outro grupo de células de defesa, os linfócitos T, que, por sua vez, acionam os linfócitos B, produtores de anticorpos.
Células dendríticas maduras, prontas para induzir a produção de anticorpos, são encontradas em órgãos do sistema linfático como o baço e os linfonodos. Também estão presentes na pele e nas membranas que revestem órgãos em contato direto ou indireto com o ambiente, como o nariz, os pulmões e os intestinos. Mas há quase quatro décadas se tentava descobrir quais células do sistema de defesa as originavam.
No laboratório de Nussenzweig, a pesquisadora Kang Liu teve a ideia de usar proteínas encontradas exclusivamente nas células dendríticas maduras para identificar suas precursoras. Da medula óssea de camundongos, ela isolou as candidatas a progenitoras das células dendríticas marcadas com uma proteína verde fluorescente e as injetou em roedores geneticamente idênticos. Com o auxílio de um microscópio especial que permite ver as células em atividade no corpo de animais vivos, Kang Liu, Tanja Schwickert e o imunologista brasileiro Gabriel Victora acompanharam o percurso que faziam no corpo dos camundongos.
A equipe da Rockefeller confirmou que as células dendríticas de fato surgem no interior dos ossos, assim como as demais células do sistema de defesa, e ainda imaturas chegam à corrente sanguínea e se espalham pelo corpo. Parte delas se aloja no baço e nos linfonodos, onde amadurecem e até que, cerca de uma semana mais tarde, estejam prontas para identificar os invasores.
Diferentemente do que muitos imunologistas acreditavam, as células dendríticas evoluem a partir de progenitores distintos dos que geram outras células de defesa especializadas em realizar a fagocitose sem ativar a produção de anticorpos. Estas são produzidas a partir dos monócitos, enquanto as primeiras são geradas por células chamadas de precursores de células dendríticas, verificou o grupo de Nussenzweig.
“Conhecer a origem precisa dessas células é fundamental para que se saiba como podem ser manipuladas para a obtenção de vacinas”, explica Victora. Acredita-se que seja possível gerar uma resposta imunológica mais eficiente ao fornecer às células dendríticas moléculas que elas reconheçam como sendo de microrganismos invasores. Na forma tradicional de produção de vacinas, buscam-se, por tentativa e erro, pedaços maiores ou formas inativas de vírus ou bactérias para estimular a fabricação de anticorpos.
Coquetel natural antiHIV – Em outro trabalho, publicado em 2 de abril na Nature, a equipe do imunologista brasileiro apresentou uma provável explicação para ainda não se ter conseguido uma vacina eficiente contra o HIV, o vírus causador da Aids. As vacinas testadas até o momento tentam impedir o vírus de invadir as células do sistema de defesa estimulando a produção de apenas um ou dois anticorpos diferentes que aderem a sua superfície. O imunologista alemão Johannes Scheid, pesquisador visitante no laboratório de Nussenzweig, constatou que não é isso que ocorre no organismo de pessoas que naturalmente conseguem conter o avanço do vírus.
Analisando amostras de sangue de seis pessoas cujo sistema imunológico evita a proliferação do vírus (são os chamados controladores de elite), Scheid constatou que elas produzem algumas dezenas de variedades distintas de anticorpos – uma espécie de coquetel natural de anticorpos – que se conectam a pontos diferentes do vírus, impedindo sua entrada nas células. “Com base nesses resultados, parece mais promissor tentar produzir uma vacina com ação mais global que simule o que acontece no organismo dos indivíduos que combatem o vírus naturalmente”, diz Nussenzweig. Ainda serão necessários anos de pesquisa até que se consiga uma vacina com essas propriedades, uma vez que ainda não se sabe, por exemplo, qual proporção de cada anticorpo seria necessária para neutralizar o HIV.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Ativista dos direitos animais procurado como terrorista

O sítio The Great Beyond noticia que um ativista dos direitos dos animais foi colocado na lista de terroristas procurados pelo FBI.
FBI puts animal activist on Most Wanted list - April 22, 2009
An animal rights activist has been added to the FBI’s Most Wanted list, ranking him among terrorists such as Osama Bin Laden and Ayman Al-Zawahiri.
Daniel Andreas San Diego is wanted for allegedly bombing two biotechnology facilities near San Francisco, says the FBI. He is the first US ‘domestic terrorist’ to make the Most Wanted list.
Both of the buildings bombed were apparently targeted for doing business with Huntingdon Life Sciences, a company that has long been targeted by animal rights extremists.
Já divulgamos a iniciativa inglesa do ProTest em favor do uso ético de animais ma pesquisa científica.
O que temos feito no Brasil para garantir a pesquisa biomédica?



