Sengupta, A., Ghosh, S., Basant, A., Malusare, S., Johri, P., Pathak, S., Sharma, S., & Sonawat, H. (2011). Global host metabolic response to Plasmodium vivax infection: a 1H NMR based urinary metabonomic study Malaria Journal, 10 (1) DOI: 10.1186/1475-2875-10-384
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Estudo Metabolômico Urinário em Infecção por Plasmodium vivax
Sengupta, A., Ghosh, S., Basant, A., Malusare, S., Johri, P., Pathak, S., Sharma, S., & Sonawat, H. (2011). Global host metabolic response to Plasmodium vivax infection: a 1H NMR based urinary metabonomic study Malaria Journal, 10 (1) DOI: 10.1186/1475-2875-10-384
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Valor preditivo de testes baseados na liberação de IFN-gama para a ocorrência de tuberculose ativa
Post de Theolis Bessa
A tuberculose segue como um importante problema de saúde pública em todo o mundo. Os índices da doença vêm caindo, sobretudo pelo investimento no diagnóstico precoce e terapia supervisionada. Porém, com um terço da população mundial infectada pelo bacilo, tem-se investido na pesquisa de métodos diagnóstico e biomarcadores que possam prever a transição da doença latente para a doença ativa, como estratégia para restringir o contágio de novos hospedeiros.
Nesta revisão sistemática e meta-análise, o grupo de Madhkar Pai se debruça na análise dos novos ensaios de liberação de IFN-gama (IGRAs), que vêm sendo testados em várias populações como potencial substituto para o teste tuberculínico intradérmico (que utiliza o derivado proteico purificado de Mycobacterium tuberculosis , o PPD) no diagnóstico da tuberculose latente. Os IGRAs apresentam maior especificidade para a detecção da infecção tuberculosa pois utilizam antígenos que estão presentes em um número restrito de micobactérias do complexo M. tuberculosis, o que assegura que reações ao teste não sejam influenciadas por contato com outras micobactérias ambientais ou pela vacinação prévia com a BCG. No entanto, ambos os testes são incapazes de distinguir pacientes com tuberculose latente de pacientes com tuberculose ativa.
Os IGRAs são testes relativamente novos, e não há consenso sobre se indivíduos com IGRA positivo seriam elegíveis para a quimioprofilaxia, à semelhança do que tem sido estabelecido para comunicantes de pacientes com tuberculose ativa que apresentaram conversão ao teste tuberculínico. Neste estudo, não se observa risco aumentado de desenvolvimento da doença ativa em indivíduos com teste IGRA positivo em comparação com indivíduos com teste tuberculínico positivo, em um seguimento médio de 2 a 6 anos. O risco relativo estimado no estudo de desenvolvimento de tuberculose entre indivíduos diagnosticados com tuberculose latente é de aproximadamente duas vazes superior ao encontrado entre indivíduos sem diagnóstico de tuberculose latente, para ambos os testes. É importante salientar que a análise buscou incluir tanto estudos realizados em países com elevada renda (“desenvolvidos”), e baixa incidência da doença, como países com média e baixa renda (“em desenvolvimento”). Devido às características dos estudos incluídos na análise, entretanto, após a exclusão de estudos com potencial confundimento não foi possível verificar se há influência desta divisão em relação à renda na acurácia da previsão da progressão da doença latente para a doença ativa.
Os IGRAs constituem um primeiro avanço na busca de melhores testes diagnóstico para a tuberculose, que possam auxiliar melhor no controle da doença. Será necessário continuar investindo na busca de biomarcadores que possam orientar a quimioprofilaxia de indivíduos com a tuberculose latente, de forma a utilizar esta estratégia racionalmente, já que as drogas anti-tuberculosas apresentam efeitos colaterais importantes e deve-se equacionar os potenciais benefícios e riscos de implementação desta terapia.
Referências:
Rangaka, M., Wilkinson, K., Glynn, J., Ling, D., Menzies, D., Mwansa-Kambafwile, J., Fielding, K., Wilkinson, R., & Pai, M. (2011). Predictive value of interferon-γ release assays for incident active tuberculosis: a systematic review and meta-analysis The Lancet Infectious Diseases DOI: 10.1016/S1473-3099(11)70210-9quinta-feira, 24 de março de 2011
Escolha de moléculas para ensaios clínicos. Evidência, segurança e bioética
Post de Álvaro Cruz
J. Kimmelman (McGill University, Canada) e A. London (Carneguie Mellon University, EUA) publicaram na PLOS Medicine um editorial muito interessante abordando os dilemas de quem tem a responsabilidade de decidir quais moléculas de potencial terapêutico identificadas em estudos pré-clinicos merecem passar à etapa seguinte de desenvolvimento de fármacos, sendo alvo de estudos clínicos.
Este momento decisivo da pesquisa nem sempre recebe a devida atenção, embora mereça tanto cuidado nos seus aspectos bioéticos quanto na consideração da qualidade das evidências diretas e indiretas disponíveis para informar as decisões, que implicam em potenciais riscos e benefícios.
Os autores comentam: "quando as equipes de pesquisa subestimam a probabilidade de desfechos clínicos favoráveis, eles solapam o sistema de saúde por dificultar a incorporação de inovações. Quando os investigadores superestimam a possibilidade de resultados favoráveis, eles podem expor os voluntários que participam de ensaios clínicos a riscos consideráveis, especialmente em ensaios de fase I, com drogas cujo efeito terapêutico ainda não está comprovado. Em ambos os casos a imprecisão na avaliação dos pesquisadores ameaça a integridade do processo de desenvolvimento científico porque frustra a alocação prudente de recursos para investigação".
Em seu comentário, Kimmelman e London chamam a atenção para a necessidade de rigor científico na análise das informações das fases pré-clinicas de estudo, valorizando metodologia científica rigorosa que assegure validade nos estudos, a busca de evidências adicionais relacionadas a mecanismos de ação, fisiopatologia e experiências prévias análogas em ensaios clínicos, como bases indispensáveis para o exercício da predição sobre quais fármacos merecem investigação em seres humanos.
Nos parece que decisões de tamanha responsabilidade, com seus potenciais riscos e benfícios incalculáveis no plano econômico e da saúde, requerem maior atenção e podem constituir uma oportunidade muito interessante para o exercício de parcerias público-privadas.
Referência:
Kimmelman, J., & London, A. (2011). Predicting Harms and Benefits in Translational Trials: Ethics, Evidence, and Uncertainty PLoS Medicine, 8 (3) DOI: 10.1371/journal.pmed.1001010

