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terça-feira, 10 de julho de 2012

The Neutrophil in Immunity 2012

Post de Sarah Falcão




O primeiro simpósio internacional The Neutrophil in Immunity, aconteceu em Quebec, Canadá, no período de 9 a 12 de Junho de 2012. Andrea Cerutti fez a abertura com sua apresentação sobre regulação na produção de anticorpos por meio da interação de neutrófilos com células B.
No decorrer das apresentações, me chamou a atenção que a maioria dos pesquisadores está utilizando imagens intravitais, e/ou microscopia eletrônica. Pelo visto, no momento, imagem é tudo na ciência! Notei que tem muitas pessoas trabalhando com apoptose e NETs. Leo Koenderman apresentou sobre funções diferenciais de fenótipos de neutrófilos. Começou mostrando três diferentes tipos de PMNs após 3 horas da administração de LPS em humanos. O primeiro tipo ele chamou de banded PMNs, com perfil imaturo, PMNs maduros e, por último, uma população com morfologia nuclear hipersegmentada. Esta última, apresentou maior expressão de CD11b e CD11c que os PMNs maduros e imaturos. Além disso, sua expressão de Anexina V foi maior que o PMN banded. Após co-cultivo PBMC com PMNs hipersegmentados, houve uma inibição da proliferação policlonal, que não foi visto na presença de PMNs banded. Essa supressão, além de contato dependente, dá-se via Mac1. Além disso, ele mostrou que esses dados foram confirmados em camundongos no modelo de infecção por Influenza.
Hans-Uwe Simon explanou sobre apoptose e outras formas de morte dos neutrófilos, atendo-se à sinalização que desencadeia a apoptose e a necrose (sinalização também muito presente nas apresentações). Assim, mostrou que há duas vias que desencadeiam apoptose. Uma via TNFR1, onde liga-se o TNF-a, que ativa p38, por sua vez, PI3K, ativando a NADPH oxidade, induzindo liberação de espécies reativas de oxigênio (ROS), que ativa caspase 3, levando à apoptose. Por outro lado, FAS ligante, induz ativação de caspase-8, de forma BID-dependente, induzindo a liberação de citocromo c pela mitocôndria, que ativa caspase 3, havendo, assim, a apoptose. Por último, mostrou que a necrose estimulada por GM-CSF, ocorre via ligação de CD44, que ativa PI3KI, ativando NADPH oxidase, induzindo liberação de ROS, levando a uma mega fusão, possivelmente gerado por múltiplas organelas, formando grandes vacúolos, originando a morte por necrose.
Arturo Zychlinsky, apresentou sobre NETs da infecção a autoimunidade. Induzindo NETs por PMA em PMNs humanos, primeiramente e, posteriormente, utilizando células de camundongo infectadas com Klebsiella pneumoniae, chegou ao seguinte modelo: a NE é primeiramente liberada que segue para o núcleo, devido a liberação de ROS, que degrada histona 4, descondensando o DNA. MPO, segue para o núcleo em seguida, aumentando ainda mais a descondensação nuclear, dando origem às NETs.
Por último, destaco a apresentação de Fabienne Tachini-Cottier, a única representante do modelo de infecção por Leishmania, que de dados novos mostrou estudos de co-cultivo de PMNs, infectados com L. major, e células dendríticas (DCs). Depleção de PMNs levou ao aumento da expressão de moléculas co-estimuladoras nas DCs no LN de camundongo BALB/c, 3 dias após a inoculação do parasita, o mesmo não foi observado após 14 dias. Entretanto, B6 depletado de PMNs não teve impacto na ativação de DCs no dLN após 3 ou 14 dias de infecção. Sugerindo que PMN talvez tenha um papel inibidor de DCs em BALB/c após 3 horas e este efeito não foi observado nas DCs de camundongos B6.
O congresso foi muito interessante para quem trabalha com neutrófilos. Além disso, foi muito bem organizado, embora não esperassem tantos inscritos. Vamos agora esperar pelas próximas edições. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Congresso de 50 anos da Soc Britânica de Parasitologia



Spring Meeting 2012 (aqui)
The British Society for Parasitology's Spring Meeting - 50 years of Parasitology We will be celebrating 50 years of supporting parasitology in the UK with a special programme of speakers and events.
Venue
University of Strathclyde, Glasgow, Scotland
More information
The Spring Meeting includes our bi-annual Trypanosomasis and Leishmaniasis Seminar.
This is the BSPs 50th Spring Meeting and we have a number of special events as a part of the programme. These include a full civic reception provided by the City of Glasgow, four keynote speakers focusing on past present and future directions in Parasitology and conference gala dinner at the world famous Kelvingrove Museum.  We have invited key figures within our speciality and important past contributors to the BSP to enrich the programme. 
This is set to be the best and biggest Spring Meeting yet. Book early to avoid late booking fees.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

SBPz 2011 - A Reunião



Post de Marcia Weber Carneiro e Diego Moura Santos (LIP-CPqGM/FIOCRUZ)

XXVII Annual Meeting of the Brazilian Society of Protozoology

Organizado pelo SBPz, a XXXVIII Reunião Anual de Pesquisa Básica em Doença de Chagas e a XXVII Reunião da Sociedade Brasileira de Protozoologia ocorreram em Foz do Iguaçu, entre os dias 19 e 21 de Setembro de 2011. O evento contou com a presença de Dr. Samuel Goldenberg (ICC), Dr. Marcello Barcinski (USP), Dra. Lynn Soong (University of Texas), entre outros.

No primeiro dia, o Dr. Samuel Goldenberg ministrou a palestra de abertura do congresso falando sobre um sistema de estudo para diferenciação celular e regulação da expressão gênica em T. cruzi. Para o fechamento do evento, Dra. Aldina Barral (Fiocruz/BA) falou sobre os trabalho desenvolvidos no LIMI/LIP a respeito da interação entre vetor-hospedeiro-Leishmania. Na sua palestra, foram apresentados os resultados dos 10 anos de trabalho nesta área, realizados in vitro, em modelos experimentais e em estudos de campo. No congresso foram abordados diversos temas como: controle de expressão gênica, evolução e epidemiologia, bioquímica e quimioterapia, desenvolvimento de vacina, imunomodulação, biologia estrutural, controle de vetores e biologia celular.

Marcia Weber
Chamou-me a atenção o trabalho do estudante Monte Neto, da UFMG, intitulado: “Comparative Analysis of gene expression profile in antimony resistant and susceptible new world Leishmania species”. Ele juntamente com seus colaboradores avaliaram a diferença de expressão gênica de promastigotas resistentes e susceptíveis ao antimônio das espécies: L. amazonensis, L. guyanensis e L. braziliensis. Os autores encontraram, através de análise comparativa de genes em comum entre as três espécies, utilizando o programa Ingenuity, 168 genes regulados positivamente e 71 negativamente. Eles destacaram a importância da super-expressão das seguintes proteínas: hidrolases, GP63, tripanotiona redutase, ciclofinas e algumas proteínas ABC. As análises sugerem que a presença de mecanismos compartilhados, como da glutationa, da redox homeostase, de proteína e RNA, compensa o desequilíbrio metabólico causado pela droga, nas cepas resistentes. Este estudo é bastante interessante, pois identifica marcadores de resistência.

Outra palestra bastante interessante foi a de Lynn Soong, intitulada “Subversion and Modulation of Host Immunity by L. amazonensis parasites”. Neste trabalho ela mostra que células deficientes em genes relacionados com autofagia, processo de marcação de células e organelas velhas para degradação lisossômica, são menos permissíveis a infecção por Leishmania, pois há um aumento na produção de IFN-gama. Este estudo permite um melhor entendimento da imunopatogênese associada com a infecção.
Enfim, foi uma grande oportunidade para conhecer novos trabalhos.

Diego Moura Santos
Para mim, uma das palestras mais interessantes foi proferida pela Dra. Luzia Helena Carvalho (FIOCRUZ-MINAS), intitulada “Potential hosts biomarkers for Plasmodium vivax morbidity: microparticles and circulating nucleic acids’’. Nesta, a pesquisadora mostrou de maneira muito elegante, a possibilidade de utilizar micropartículas (MPs) (liberadas por células do hospedeiro ativadas ou apoptóticas) e ácidos nucléicos circulantes (CNAs) como biomarcadores de morbidade na malária causada pelo P. vivax. Seus resultados mostraram que: (1) níveis plasmáticos de MPs e CNAs estavam significativamente aumentados em pacientes infectados com P. vivax, quando comparados com o grupo controle não exposto a infecção, (2) MPs e CNAs derivados das plaquetas estavam associados com sintomas agudos da malária causada por P. vivax, e os níveis de CNAs estavam fortemente associados com a morbidade da doença, (3) os níveis de MPs e CNAs diminuem a níveis fisiológicos depois do tratamento com drogas antimalária. Juntos, os dados apresentados pela pesquisadora sugerem o uso potencial destes mediadores inflamatórios como um biomarcador para a morbidade da malária vivax.

Outra palestra interessante foi a ministrada pela Dra. Ana Claudia T. Torrecilhas, intitulada: “Trypanosoma cruzi: trypomastigotes secrete vesicles with proinflammatory virulence factors that enhance cell invasion”. A pesquisadora mostrou que o Trypanosoma cruzi secreta vesículas com fatores de virulência que estão relacionados com a invasão celular. Em um de seus experimentos, camundongos foram tratados com estas vesículas e infectados com Trypanosoma cruzi, apresentando assim, uma exacerbação na carga parasitária e na resposta inflamatória no coração, levando a mortalidade dos animais.

Um ponto forte do congresso foi ausência de palestras ministradas por convidados durante a apresentação oral dos estudantes, possibilitando assim, um público maior nestas apresentações orais.

***Nota pessoal (Camila): Ressalto a qualidade das apresentações orais dos estudantes. Cada vez mais preparados, os alunos de IC e de pós graduação dividiram as sessões com pesquisadores renomados como Albert Tanowitz e Albert Descouteaux e se saíram muito bem! Outro aspecto muito relevante foi a possiblidade dos alunos jantarem com os palestrantes, promovendo uma conversa mais informal e abrindo as possibilidades de interação. Parabéns aos organizadores da Reunião! Em tempo, ano que vem, a Sociedade se encontrará em Caxambu, MG, retomando uma tradição de décadas.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SBI 2010: Anotações de Robson, Diego e Sarah



Robson Amaro
O XXXV Congresso da Sociedade Brasileira de Imunologia realizado em Porto Alegre trouxe como tema os mecanismos efetores da resposta imune enfatizando a imunidade contra vírus. Realizado na PUC contou com boa estrutura geral, uma variedade marcante de posters e apresentações orais, além de possibilitar, mais uma vez, a interação entre diferentes pesquisadores na Imunologia de diversas partes do mundo.
Para mim, uma das apresentações mais interessante foi proferida pelo Dr. Sérgio Lira, intitulada “Viruses, inflammation and cancer”. Nesta o pesquisador, que atualmente está nos Estados Unidos, mostrou de maneira muito elegante como a infecção pelo CMV pode estar relacionada com o desenvolvimento de neoplasias intestinais em camundongos. O trabalho contou com imagens tridimensionais mostrando a infecção do epitélio colunar simples das vilosidades intestinais pelo CMV. As microfotografias de excelente qualidade valorizaram ainda mais os dados apresentados pelo autor. 
Outras palestras que também me chamaram a atenção foram a ministrada pelo pesquisador norte-americano Stephan M. Hedrick denominada “TGF-beta control of regulatory T cell development and function” e a ministrada pela pesquisadora Phillippa Marrack do National Jewish Health, USA que discutiu sobre o tema “Sex and B cells”. De maneira muito clara, estas reafirmaram a importância de múltiplos fatores no desenvolvimento de repostas mediadas pelo sistema imune.
Com temas diferenciados acredito que o congresso alcançou seus objetivos integrando, inovando e abrindo novas possibilidades. Assim, parabéns a comissão organizadora pela seleção de temas tão relevantes. "
Diego Wilke
Ken Shortman  (WEHI, Austrália) falou sobre seu extenso trabalho com DCs e (me) chamou atenção para o subtipo de DCs CD8+, células murinas residentes não-migratórias de precursor não monocítico. Elas expressam receptores de reconhecimento de padrões (PRRs) particulares, sendo os Clecs  (C-type lectin pattern recognition receptors), os mais estudados. As DCs CD8+ fazem apresentação cruzada eficiente de antígenos solúveis e ligados à células através do MHCI e são o principal tipo celular  produtor de IL-12 quando ativados. Além do mais, na infecção intracelular, elas são as principais células apresentadoras de  antígenos, promovendo respostas de células T CD8+ contra patógenos. Ele também mostrou resultados bem interessantes com antígenos  endereçados para DCs CD8+ para produzir respostas de CTLs. Tudo muito superinteressante, mas em OVA... ...será que fora dos mundos  maravilhosos "da ovalbumina" e "dos modelos murinos", teremos mesmo como utilizar estas ferramentas?
Sarah Falcão
No segundo dia, Dario Zamboni (USP) explanou sobre ativação dos inflamossomas em resposta a infecção bacteriana. Além disso, abordou um pouco sobre KupA, um gene com função de transportar K+, que mostrou estar envolvido na replicação da Legionella pneumophila, pois quando este gene foi afetado levou a uma diminuição da replicação desta bactéria.
Ilustração: Foto de jacarandá mimoso nas ruas de Porto Alegre, feita por Aldina.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Daniel Ruiz relata: Novos métodos de imagem, no SBI 2010

Post de Daniel Ruiz
No XXXV Congresso da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI-2010), celebrado em Porto Alegre (Rio Grande do Sul), houve um grupo de palestras relacionadas com técnicas de visualização in vivo que achei interessantes (veja a twintrenvista com Camila Oliveira, coordenadora da Mesa Redonda) e ainda pensei que poderiam ser aplicadas algum dia no LIMI e LIP. Concretamente a palestra apresentada por Gabriel Victora (veja a twitrenvista), da NY University & The Rockfeller de Estados Unidos, entitulada “Multiphoton Microscopy using Photoactivatable Green Fluorescent Protein Reveals Mechanisms that Govern Germinal Center Selection”.  
A microscopia multifotônica é uma melhora da microscopia de fluorescência convencional, onde a fonte de emissão da fluorescência é focalizada, evitando em grande medida o efeito da florescência de fundo (figure. 1). 




Figura 1. Base da excitação Multifotônica.  
No trabalho apresentado por Gabriel Victora, alem de conseguir ajustar com grande precisão o foco de emissão da fluorescência, os autores complementam esta técnica de microscopia multifotônica com o uso da proteína marcadora verde fluorescente (GFP) fotoativa: microscopia confocal. Esta proteína da família GFP, também isolada de Aequorea victoria, tem a incrível característica de uma vez ativada a 488nm, emitir uma grande fluorescência e permanecer ativada (emitindo florescência) durante longos períodos de tempo, horas e inclusive dias (Patterson GH, Lippincott-Schwartz J. 2002. Science). O uso desta variante de GFP permite estudar a dispersão da proteína marcada com o tempo após do pulso de ativação da mesma. Evidentemente não posso mostrar aqui os slides que foram mostrados na palestra, já que não disponho deles, mas mostro um exemplo dos resultados obtidos com esta técnica publicados recentemente (Calvert PD et al. 2010 . J Gen Physiol). Nesta mesma publicação, que é de acesso livre, tem filmes que mostram os resultados obtidos, já que esta metodologia permite analisar tudo em tempo real (aqui). Muito bacana.





Figura 2. Analises do transporte de proteínas ao longo dos cílios conectores (CC) do fotoreceptor rod da retina de Xenopus  usando microscopia multifotônica e GFP-fotoativa.

Heme and inflammatory imbalance: role on the pathogenesis of malaria and visceral leishmaniasis

Apresentação de Aldina no SBI2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Natália Machado: Células dendríticas em vacinas, no SBI2010

Post de Natália Machado
No segundo dia de congresso, a palestra do Ken Shortman intitulada “Enhancing the effectiveness of vaccines by targeting antigens to dendritic cells” foi, realmente, muito boa.
Enfatizando a importância do estagio de maturação das células dendriticas para a indução da resposta imune, Shortman ressaltou que células dendriticas imaturas induzem tolerância, enquanto aquelas maduras, imunidade.
Logo em seguida, ao afirmar que aqueles que não trabalham com células dendriticas podem não entender a caracterização dos subtipos destas células; aqueles que trabalham, tampouco compreendem bem esse tema, me deixou mais tranqüila. Na tentativa de esclarecer, Shortman citou a divisão entre células dendriticas steady-state convencionais e plasmocitoides, além das diferentes características entre elas. As primeiras são classificadas entre migratórias e residentes de tecidos linfóides. No caso das migratórias, a divisão é baseada no tecido periférico de origem: as de Langerhans epidérmicas e as da derme. Já as residentes de tecidos linfóides murinas podem ser classificadas de acordo com a expressão de CD8α. Por fim, as células dendriticas inflamatórias que surgem como conseqüência de infecção ou inflamação. 
Outro ponto da apresentação foram os diferentes marcadores de superfície entre células dendriticas murinas e humanas. As murinas maduras expressam CD11c, CD80, CD86, CD40 além de níveis moderados a altos de MHC-II. CD4 e CD8 também são expressos em células dendriticas murinas, além do CD11b e CD205. Um divisor na comparação entre células dendriticas murinas e humanas é a ausência do CD8α nas humanas.  No entanto, estas células expressam CD1a, CD11c, CD4, CD11blo, CD141 e MHC-IIhi.
Finalmente, Shortman relembra que células dendriticas já têm sido utilizadas clinicamente na imunoterapia do câncer. Neste sentido, as células dendriticas são geradas in vitro a partir de monócitos do paciente, carregadas com antígeno e injetadas de volta. Trata-se de uma célula dendritica inflamatória que induz uma resposta imune mais efetiva.
Uma questão importante neste sentido é a seleção da molécula de superfície que servira como alvo para a entrega do antígeno. Shortman cita exemplos como a Clec9A que é semelhante a uma lectina do tipo C seletivamente expressa em células dendriticas CD8+ e plasmocitoides. Usando anticorpos monoclonais contra Clec9A, eles induziram aumento na imunidade humoral e na proliferação de células T na ausência de adjuvantes. Novamente, ele relembra que células dendriticas “semi-maduras” são diferentes das completamente ativadas. Diante da não-ativação das células dendriticas CD8+ após a administração do anticorpo contra Cle9A, surge a pergunta sobre a necessidade de utilizar outras moléculas-alvo em conjunto com o objetivo de induzir a ativação das células dendriticas. 
Encerrando a palestra, Shortman cita outras lectinas do tipo C expressas em células dendriticas como a DC205 do tipo I e a Clec12A do tipo II.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

SBI 2010 by Claire Santos

Post de Claire Santos
The XXXV Congress of the Brazilian Society for Immunology (Imuno2010 or ImunoTchê) was performed in Porto Alegre, from November 3th to 6th, 2010. The meeting´s program contemplated thematic sessions, oral presentations and poster sessions, and had a special attention to viral immunity. 

The most interesting conferences, for me, were:
1-Philippa Marrack from National Jewish Health, Denver,USA. She made the opening conference and talked about Sex and B cell. For her, the autoimmunity is controlled both by the environment and by genetic factors. She showed that the gender plays a profound role in the incidence of autoimmune diseases. 

2- Dario Zamboni from USP, Brazil participated in the session on “Immunity against intracellular bacteria” and talked about Inflammasome Activation in Response to Bacterial Infection. He described a novel pathway for iNOS activation dependent on caspase-1, which cooperate for the control of infection.

3-Sergio Lira from Mont Sinai, USA. He presented a conference about Viruses, inflammation and cancer. In this conference he showed that CMV infection leads to expression of US28, a constitutively active chemokine receptor, which has the ability to induce the development of cancer in transgenic mice.

In brief, the meeting had excellent scientific sessions and I had the opportunity to present, in oral presentation, my work Evaluation of CD8+ T cells in Localized Cutaneous Leishmaniasis patients, and I received good comments.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

SBPz 2010 por Camila Oliveira



Post de Camila Indiani de Oliveira
O Congresso de Protozoologia este ano inovou ao colocar boa parte da sua programação dedicada à Imunologia. Ainda mantendo a forte tradição de trazer cientistas renomados na área de Bioquímica e Biologia Molecular,  como Christine Clayton e George Cross, este ano a SBPz nos brindou com as excelentes palestras de David Sacks, Ulisses Lopes, Manoel Barral-Netto e Fabio Costa, divididos meio a meio entre Leishmania e Plasmodium. 
Chamou a atenção realmente o número de trabalhos em Leishmania e cada vez mais percebemos as diferenças que existem entre as diversas espécies do gênero, principalmente as espécies predominantes no Brasil (L. braziliensis e L. amazonensis) versus a espécie "protótipo"- L. major. Os dados de Ulisses Lopes e de Dario Zamboni mostraram isso claramente, em especial Dario que mostrou a importância dos receptores NOD na infecção por L. amazonensis, efeito este inexistente na infecção por L. major. 
Por fim, a conferência de abertura, de Antoniana Krettli, e a de encerramento, de Pedro Lagerblad também primaram pela bela história contada. Antoniana nos trouxe os bastidores de suas várias contribuições para a pesquisa em malária. Pedro, por sua vez, fez uma abordagem diferente e apresentou suas contribuições sobre os mecanismos de hematofagia por diferentes espécies de inseto, sobretudo as espécies que atuam como vetores de transmissão.
A Comissão Organizadora do congresso está de parabéns por proporcionar um evento bem diversificado e, sobretudo, uma oportunidade para a apresentação de jovens cientistas. Embora Foz do Iguaçu tenha belos atrativos turísticos, ainda permanecem as saudades das capirinhas do Hotel Gloria e a atmosfera descontraída ao redor da piscina by night.

Twitrenvistas com palestrantes do Congresso da SBI



Leia no SBlogI (o blog da SBI) as twitrenvistas com palestrantes do Congresso da SBI, que acontecerá  em Porto Alegre de 3 a 6 deste mês.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Twintrenvistas do SBI2010 já publicadas

Oscar Bruna-Romero - Desenvolvimento de vacinas recombinantes (aqui);
Johan van Weyenbergh - A importância do IFN tipo I nas patologias associadas ao HTLV-1 (aqui);
Aldina Barral - Aspectos da inflamação na patogênese da malária e da leishmaniose visceral (aqui);
Gabriel Victora - Uso de novas técnicas de microscopia para estudar o papel da dinâmica das células B do centro germinativo na maturação de afinidade (aqui);
Nance Nardi - Sobre células-tronco e seu nicho, focando nas implicações terapêuticas (aqui);
Sérgio Lira - Sobre um receptor para quimiocinas codificado pelo CMV (aqui);
Camila Oliveira - sobre a mesa "Frontiers in Imaging": "ver" a resposta imune acontecer está na fronteira do descobrimento (aqui).

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

IX Congresso da Associação Latino Americana de Imunologia (ALAI)

Post de Theo de Araújo SantospastedGraphic.pdf

Organizada pelas Sociedades de Imunologia Chilena e Argentina, a IX edição do Congresso Latino Americano de Imunologia ocorreu na charmosa cidade das flores, Viña del Mar, entre os dias 3 e 7 de novembro. O primeiro dia foi marcado pela apresentação do Dr. Jorge Kalil (IUIS), o qual antes de apresentar sua conferência intitulada "New approaches for developing vaccines", surpreendeu o público ao falar sobre o histórico da ALAI e a sua experiência na organização do ImmunoRio2007. O evento contou ainda com a participação de três conferencistas brasileiros: Dr. Manoel Barral-Netto (LIMI-FIOCRUZ-BA), Dr. Luis Vicente Rizzo (USP-SP) e Dr. Sérgio Lira (MSSM-USA).

Foram 24 trabalhos brasileiros apresentados, entre estes, 5 premiados na última edição do XXXIV Congress of the Brazilian Society for Immunology, incluindo o trabalho do estudante Bruno Bezerril Andrade intitulado “Inflammatory Markers of Severe Vivax Malaria”. O LIMI também esteve representado pelo estudante Theo de Araújo-Santos que apresentou o trabalho “Lutzomyia longipalpis saliva triggers lipid bodies and mediators production in murine macrophages”.

Durante o congresso foram abordados diversos temas relacionados à imunologia, tais como: imunologia de salmão; participação de células dendríticas em doenças autoimunes; câncer; vacinas; entre outros. Em destaque a apresentação realizada pelo José L. Agular (UPCH-Peru) “Molecular Mechanisms of Immune-regulation by Uncaria”, que apresentou evidências do uso do extrato da “unha de gato” na redução do tamanho do câncer e sobrevida no modelo experimental, havia até um estande distribuindo os extratos aos participantes.

Outro destaque foi a brilhante conferência intitulada “The induction and regulation of the patogenic Th17 response in infection with schistosome helmints” apresentada pelo Dr. Miguel Stadecker (Tufts University – USA), na qual apresentou dados que demonstram que a vacinação contra Schistosoma mansoni modifica o perfil de resposta Th2 de camundongos C57BL/6 para um perfil Th1/Th17.

Enfim, foi uma grande oportunidade para conhecer a produção em imunologia da América Latina e mundial.

A X edição do Congresso da ALAI será em 2013 na cidade de Lima no Peru.


Adendo de Manoel Barral:

Além dos pontos salientados por Theo, gostaria de acrescentar:

Todos sentimos a ausência de Fidel Zavala. Este brilhante imunologista chileno, radicado nos EEUU, deveria haver sido convidado para a conferência de abertura ou encerramento. Foi uma falha importante da organização do Congresso.

Pelo lado positivo, destaco a excelente conferência de Laura Glimcher com uma análise do papel de XBP-1 em diversas enfermidades. O fator de transcrição XBP-1 é um componente fundamental da resposta a estresse do retículo endoplasmático. Mostrou uma visão muito abrangente dos mecanismos, integrando a resposta imune com diversos outros aspectos.

O colega Oliver Perez de Cuba apresentou uma estratégia de vacinação em dose única e que induz resposta sistêmica e de mucosa. Por razões de proteção de propriedade intelectual não deu detalhes do método, mas mostrou resultados da imunização.

Também no simpósio de vacinas, Peter Liljestrom, do Karolinska Institut, apresentou dados muito interessantes vetores virais de vacina.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Congresso dos EEUU cancela projetos aprovados. Sistema de revisão por pares ameaçado.

O Congresso dos EEUU cancelou 3 projetos aprovados pelo NIH. Em 24 de julho, a Câmara suspendeu o financiamento de projetos realizados no exterior do país, com financiamento pelo NIH.

Os estudos tinham como objetivo estudar abuso de drogas e comportamento de risco para HIV (um com alcoólatras russos, outro por prostitutas na China e um com transgenicos na Tailândia). O financiamento foi feito após análise de mérito dos projetos, mas o deputado que propôs o cancelamento entendeu que os recursos deveriam ser aplicados no próprio país.

Deputados Republicanos conservadores já tentavam interromper estudos desde 2003 e não conseguiram na era Bush. O irônico é que que tenham conseguido justamente agora quando o partido Democrata tem maioria na casa. veja mais